Empresário Que Abandonou Futebol Para Construir Gigantes nos EUA

Douglas Strabelli transforma frustração esportiva em gigante da construção nos EUA, impulsionando novos projetos já em 2026.

24/07/2026 12:44

4 min

EMPRESÁRIO EUA
EMPRESÁRIO EUA

A trajetória de Douglas Strabelli é marcada por uma mudança radical: o sonho profissional era ser jogador de futebol e a construção civil acabou redefinindo completamente sua vida.

O empresário, dono da Sagewood Corporation— construtora especializada em imóveis de alto padrão —, conta que seu envolvimento com obras começou no início dos anos 90. Na época, ele tinha apenas 18 anos quando viajou sozinho para Madrid, na Espanha, determinado a construir carreira nos gramados espanhóis do nível inferior.

Do campo esportivo à obra

Ao chegar lá, percebeu rapidamente que os jogadores não tinham o mesmo desempenho que imaginava; contudo, entre um treino difícil e outro, Strabelli precisou trabalhar ativamente para pagar despesas básicas como aluguel. Foi assim que encontrou sua primeira oportunidade profissional: ser pedreiro.

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A experiência evoluiu naturalmente por meio de outras funções — pintor ou supervisor em obras —, permitindo – lhe descobrir sem perceber uma área com ambição enorme quanto aquela depositada no esporte antes dele. “O futebol era meu objetivo”, afirma ele hoje, mas reconhece a construção civil ter apresentado ali “uma oportunidade enorme de crescer”.

Fundação da Sagewood Corporation nos EUA

Em pouco tempo na Espanha, Strabelli deixou o papel de funcionário para abrir própria construtora localmente e prosperou pelo período inicial do negócio. No entanto, um desejo maior surgiu: construir algo ainda mais grandioso.

Essa inquietação levou à decisão de trocar os gramados europeus pelos Estados Unidos em busca do chamado sonho americano. Em 2001, ao chegar aos EUA com todas as economias investidas num restaurante que fracassou — “Quebrei”, conta —, ele enfrentou seu momento financeiro mais difícil até então.

Sem recursos nem dinheiro no bolso, foi forçado a retornar ao único mercado onde tinha conhecimento prático profundo: o setor das obras. Aceitou trabalhar sem salário para ajudar um empresário brasileiro na área de reformas e teve como meta simples aprender sobre funcionamento real do mercado estadunidense; “o risco valeu a pena”.

Crescimento profissional em Nova York

Em pouco tempo assumiu funções cada vez maiores dentro da empresa parceira antes fundar sua própria companhia. Ele passou por diversas etapas — primeiro atuando com liderança técnica e depois se tornando sócio —, fazendo crescer uma operação que saiu inicialmente três funcionários até cerca de 50 profissionais no período de quatro anos.

Essa experiência foi o pilar fundamental, dando – lhe confiança para estabelecer formalmente a Sagewood Corporation naquele mesmo ano (2001). O nome carrega um significado profundo: “Sage” significa sabedoria e “Wood” remete à madeira; ele explica ser essa filosofia do negócio escolhida pelo sócio na época. Hoje há mais de vinte cinco anos,a empresa atua em projetos residenciais luxuosos tanto quanto comerciais. A projeção é ambiciosa: faturar US100 milhões até o fim de 2026 — quatro vezes maior que os cerca de US 25 milhões registrados no exercício anterior, referente ao ciclo de negócios encerrado em 2025.

A mudança para a Flórida como eixo principal

Embora Nova York tenha sido um ponto inicial importante da Sagewood Corporation, foi justamente a região da Flórida que se consolidou hoje como seu motor e centro crescente nos Estados Unidos. Esse movimento reflete uma transformação mais ampla do mapa empresarial americano. Nos últimos anos, famílias ricas e investidores passaram migrando seus lares por estados com características favoráveis: menor carga tributária estadual sobre renda ou ambiente regulatório que facilita os empreendimentos de grande porte.

“Para quem constrói imóveis de alto padrão”, explica Strabelli, “é onde as oportunidades estão”. A Flórida deixou o status apenas turístico para ser vista cada vez mais um destino robusto em termos de patrimônio imobiliário no país.

Estratégia frente aos desafios da fronteira

Mesmo diante do endurecimento das políticas de imigrantes sob a gestão presidencial americana e apesar dos avanços na demanda por luxo — como visto nos projetos emblemáticos entre Nova York (Quinta Avenida) ou Miami —, ele afirma que há espaço contínuo.

Segundo Douglas Strabellil, quem chega ao mercado americano com foco em empreender continua encontrando caminho. No entanto, as regras migratórias tornaram o planejamento ainda mais crucial para os negócios: “Hoje buscamos profissionais que chegam pelos canais legais e provenientes de países considerados seguros”.

A estratégia da Sagewood agora visa expandir sua presença tanto dentro quanto fora do território estadunidense. O Brasil permanece um ponto estratégico no plano global; a empresa busca fortalecer operações através parcerias internacionais voltadas especificamente ao imobiliário sofisticado brasileiro.

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