Os Estados Unidos anunciaram, em meio a uma reunião ministerial sobre minerais críticos, planos de formar alianças com a União Europeia, Japão e México. O objetivo principal é estabelecer preços mínimos e fortalecer a segurança das cadeias de suprimentos de minerais críticos, incluindo terras raras.
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Essa iniciativa é parte da estratégia do governo Donald Trump de diminuir a dependência da China nesse setor estratégico.
A reunião ministerial, que reuniu mais de 50 países, ocorreu no mesmo dia em que foram divulgadas as discussões sobre as alianças. A iniciativa busca garantir o acesso dos EUA a esses minerais, essenciais para diversas indústrias.
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Argentina no Radar Americano
Em um momento à margem da reunião, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, destacou o potencial da Argentina na produção de terras raras. Segundo ele, o país possui recursos naturais significativos e conhecimentos em processamento, que seriam valiosos para o mercado global.
A participação da Argentina na reunião refletia um cenário político delicado, com seus laços econômicos com a China e a aproximação com os Estados Unidos.
Rubio esclareceu que não havia anúncios concretos sobre negociações para que a Argentina recebesse apoio direto, mas a avaliação do potencial do país foi um ponto importante na discussão.
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Parceria com o México
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos informou que o governo americano está desenvolvendo um plano de ação com o México, visando a implementação de preços mínimos para minerais críticos. Essa iniciativa está ligada à revisão do acordo comercial entre os três países, com previsão de conclusão até 1º de julho.
O plano com o México deve ser implementado em 60 dias e incluir medidas para mitigar vulnerabilidades na cadeia de suprimentos de terras raras.
União Europeia e Japão: Uma Parceria Estratégica
Paralelamente, os Estados Unidos avançam em negociações com a União Europeia e o Japão para formar uma parceria estratégica em minerais críticos. Essa parceria pode incluir a adoção de preços mínimos.
Washington e Bruxelas planejam assinar, em 30 dias, um memorando de entendimento focado na segurança das cadeias de suprimento desses minerais. As discussões incluem o compartilhamento de informações sobre estoques e possíveis cooperações em mineração, refino e processamento.
A importância dos minerais críticos reside no fato de que eles são utilizados em uma vasta gama de produtos, desde munições até eletrônicos de consumo.
