Exército prende militares condenados pelo STF! Saiba os detalhes das penas de Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida. O que aconteceu?
O Exército Brasileiro efetuou prisões nesta sexta-feira, dia 10, de três militares que foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As detenções ocorreram após o ministro Alexandre de Moraes determinar o trânsito em julgado do caso, o que encerra qualquer possibilidade de recursos e autoriza o início do cumprimento definitivo das penas.
Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, em Vila Velha, Espírito Santo; o subtenente Giancarlo Rodrigues; e o tenente-coronel Guilherme Almeida, todos em Brasília. Como militares, eles cumprirão suas penas em unidades pertencentes ao próprio Exército, seguindo o que determina a legislação militar.
Ângelo Denicoli recebeu a pena mais longa, totalizando 17 anos de reclusão. Giancarlo Rodrigues foi condenado a 14 anos, e Guilherme Almeida recebeu 13 anos e 6 meses de prisão.
As investigações apontam que o núcleo 4 foi responsável pela disseminação de informações falsas. O objetivo, segundo apurações, era gerar instabilidade institucional e favorecer uma ruptura democrática após as eleições de 2022, que culminaram na derrota do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Procuradoria-Geral da República informou que o grupo atuou com conteúdos difamatórios contra o sistema eleitoral, autoridades e instituições. Em certas ocasiões, foi noticiado o uso da estrutura da Abin para tais ações.
Além dos três militares presos, outros indivíduos também fazem parte do grupo investigado. Entre eles estão Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército, condenado a 15 anos e 6 meses e foragido nos Estados Unidos.
Outros nomes incluem Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, condenado a 7 anos e 6 meses em regime semiaberto, considerado foragido no Reino Unido. Marcelo Araújo Bormevet, agente da Polícia Federal, já estava detido desde 2024 e passou a cumprir pena definitiva de 14 anos e 6 meses.
Também está preso Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército, condenado a 13 anos e 6 meses, detido desde dezembro de 2025. Adicionalmente, o STF determinou o pagamento de 30 milhões de reais por danos morais coletivos e a inelegibilidade dos réus.
Para os militares condenados, o processo será enviado ao Superior Tribunal Militar. Este órgão analisará a possibilidade de perda do posto e da patente, além das penas de reclusão já estabelecidas.
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