Famílias de Vítimas da Operação Contenção Recebem Apoio do MP no RJ

Famíliares de Vítimas da Operação Contenção Recebem Apoio do Ministério Público
Em 28 de março de 2026, promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ) realizaram um atendimento crucial para os familiares das vítimas da Operação Contenção. A operação, que ocorreu em outubro de 2025, nos Complexos da Penha e do Alemão, resultou na morte de 122 pessoas, incluindo cinco policiais civis e militares.
O encontro, realizado no quartel do Corpo de Bombeiros da Penha, teve como objetivo principal ouvir relatos sobre a dinâmica da ação e auxiliar na elucidação dos fatos.
A iniciativa, que incluiu o apoio da equipe da ouvidoria itinerante da instituição, buscou ampliar o acesso à justiça e garantir a efetividade da investigação. A localização do atendimento, próxima ao local da ocorrência, foi estratégica para evitar dificuldades de deslocamento dos familiares e assegurar que pudessem ser ouvidos sem obstáculos.
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A assistente do Gaesp, Laura Minc, destacou que essa ação visa atender familiares que, por questões de agenda ou outras dificuldades, não puderam comparecer às notificações iniciais.
Relevância da Escuta Familiar na Investigação
O ouvidor do MPRJ, David Faria, enfatizou a importância de ouvir os parentes das vítimas, ressaltando que a Ouvidoria é a porta de entrada do cidadão que busca o Ministério Público. A escuta realizada no Corpo de Bombeiros, juntamente com uma audiência anterior em 24 de março de 2025, é fundamental para a investigação autônoma conduzida pelo Gaesp, que busca entender quem eram as pessoas mortas e compreender os eventos que levaram à ocorrência.
Essa abordagem visa garantir que todas as informações relevantes sejam consideradas na apuração.
Medidas Adotadas pelo Ministério Público
Após a Operação Contenção, o MPRJ, em conjunto com o Gaesp, implementou uma série de medidas. Isso incluiu a instauração de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) autônomo, o monitoramento em tempo real da operação, o acionamento de protocolos relacionados à ADPF 635, e a solicitação de dados e documentos à Secretaria de Polícia Militar e à Secretaria de Polícia Civil.
Além disso, foram realizadas perícias no Instituto Médico Legal e a análise de mais de 3.600 horas de gravações das câmeras corporais da Polícia Militar, em parceria com a Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia da Coordenadoria de Inteligência da Investigação (Dedit).
Até o momento, o Gaesp e as promotorias de justiça apresentaram oito denúncias contra 27 policiais militares por irregularidades praticadas durante a operação.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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