Google desenvolve chip com Gemini integrado para impulsionar IA em 2028

A Google está avançando em uma nova fronteira de processamento artificial ao desenvolver um chip que incorpora partes do modelo Gemini diretamente no hardware físico da máquina. Essa iniciativa visa entregar a inteligência artificial aos usuários com muito mais eficiência e desempenho.
O projeto foi divulgado nesta segunda – feira, dia 20, pelo portal *The Information*, baseado informações obtidas junto a pessoas ligadas à área tecnológica. A expectativa é que o sistema — informalmente apelidado de “Frozen v2” — comece sua implantação comercial somente após **2028**.
Chips especializados prometem ganho expressivo em IA
Os engenheiros responsáveis ainda estão na fase final do desenho detalhado para este processador especializado (chip) e definindo exatamente qual volume da informação contida no modelo será gravada fisicamente nele. O salto projetado por essa tecnologia promete ser significativo: segundo relatos, ele poderia alcançar uma eficiência seis a dez vezes superior aos mais recentes chips desenvolvidos pela própria empresa Google quando medido pelo consumo energético das unidades de texto chamadas tokens.
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A lógica central desse novo design é abrir mão um pouco da flexibilidade geral dos computadores genéricos visando maximizar o desempenho puro. Ao gravar segmentos específicos do Gemini diretamente em silício — ou seja, gravação física —, o chip deixa de funcionar como processador universal para rodar aquele conjunto específico e otimizado de operações com muito menos desperdício de energia elétrica.
Resposta à escassez global de poder computacional
Essa iniciativa surge justamente porque a Alphabet (controladora do Google) enfrenta uma grave dificuldade: há uma crescente carência mundial de capacidade computacional dedicada exclusivamente à IA. Essa situação tem gerado tensões internas na empresa até que ela tenha chegado ao ponto de recusar contratos importantes com clientes externos por falta crônica de infraestrutura disponível, segundo o *The Information*.
O objetivo principal é criar não apenas mais chips próprios — seguindo os moldes das unidades de processamento tensores ou TPUs desenvolvidas pelo gigante da tecnologia —, mas sim complementar essas arquiteturas existentes em vez de substituí – las completamente.
A notícia chega após um revés recente para a linha Gemini; semana passada, já havia sido informado pela Bloomberg sobre adiamentos no lançamento desta versão do modelo porque ele ficou abaixo dos objetivos internos estabelecidos – especialmente na área de programação –, onde há uma disputa acirrada contra concorrentes como OpenAI e Anthropic.
Apesar desses desafios técnicos recentes apontados por especialistas, o mercado reagiu positivamente à novidade: as ações da Alphabet subiram 3,3% logo no início das negociações seguintes ao anúncio.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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