Google investe US468 Milhões em usina nuclear europeia

Google impulsiona desenvolvimento da primeira usina nuclear europeia, apostando em tecnologia inovadora para energia limpa.

07/07/2026 09:02

2 min

aGoogle CEO Sundar Pichai addresses the crowd during Google's annual I/O developers conference in Mountain View, California on May 20, 2025. (Photo by Camille Cohen / AFP) (Photo by CAMILLE COHEN/AFP
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A Google entrou na corrida europeia para construir a primeira usina comercial de fusão nuclear do continente e garantiu um papel central nesse projeto.

Em anúncio feito nesta terça – feira, dia 7, gigante americana participou em uma rodada que aportou €411 milhões— valor equivalente a cerca de US 468 milhões —, investindo diretamente na Proxima Fusion, empresa alemã responsável por erguer o reator pioneiro.

Maior captação privada no setor

O aporte não apenas marca recorde como sendo já registrado neste segmento energético europeu. Com esse investimento significativo, os recursos da Proxima alcançaram agora um patamar avaliado em dois bilhões e quatrocentos milhões de euros (cerca de US 2,7 bilhões.

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A rodada foi liderada pelas gestoras XTX Ventures e East X Ventures. Além delas, Google figurou entre os investidores estratégicos ao lado do grupo alemão RWE, uma das maiores companhias energéticas locais.

Fusão nuclear: a promessa energética

Para entender o potencial desse projeto, é preciso saber como funciona a fusão atômica. O processo consiste na combinação de átomos de hidrogênio para formar um átomo mais estável chamado hélio; essa reação libera quantidades enormes de energia limpa em comparação com as usinas atuais.

A tecnologia da fusão imita processos que ocorrem no Sol e promete gerar eletricidade praticamente ilimitada sem emitir carbono ou produzir lixo radioativo persistente por longos períodos — característica associada às plantas nucleares convencionais baseadas na fissão (o ato oposto.

O reator Stellaris: desafios técnicos

Para desenvolver o projeto, a Proxima Fusion adotou uma abordagem chamada stellarator. Trata – se um tipo específico de reator projetado para confinar plasma – matéria aquecida acima dos 100 milhões graus Celsius – utilizando campos magnéticos complexos e helicoidais.

Embora seja considerado mais difícil em termos de desenho do que seu rival histórico, o tokamak, esse modelo promete operar com maior estabilidade contínua na geração energética. A empresa foi fundada no ano de 2023 como primeiro spin – out científico vindo diretamente do Instituto Max Planck de Física do Plasma,

e baseia seus avançamentos nos resultados obtidos pelo Wendelstein 7 – X, reconhecido mundialmente por ser um stellarator altamente desenvolvido. O dinheiro captado visa financiar a construção da planta demonstradora Alpha; esta deve comprovar efetivamente a capacidade líquida de gerar energia já previsto para começar na década de 2030.

O objetivo final é o reator comercial Stellaris, que está programado justamente para essa mesma época — fim dos anos 2030 —, marcando uma possível virada no setor energético europeu e global.

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