Google investe US468 Milhões em usina nuclear europeia

A Google entrou na corrida europeia para construir a primeira usina comercial de fusão nuclear do continente e garantiu um papel central nesse projeto.
Em anúncio feito nesta terça – feira, dia 7, gigante americana participou em uma rodada que aportou €411 milhões— valor equivalente a cerca de US 468 milhões —, investindo diretamente na Proxima Fusion, empresa alemã responsável por erguer o reator pioneiro.
Maior captação privada no setor
O aporte não apenas marca recorde como sendo já registrado neste segmento energético europeu. Com esse investimento significativo, os recursos da Proxima alcançaram agora um patamar avaliado em dois bilhões e quatrocentos milhões de euros (cerca de US 2,7 bilhões.
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A rodada foi liderada pelas gestoras XTX Ventures e East X Ventures. Além delas, Google figurou entre os investidores estratégicos ao lado do grupo alemão RWE, uma das maiores companhias energéticas locais.
Fusão nuclear: a promessa energética
Para entender o potencial desse projeto, é preciso saber como funciona a fusão atômica. O processo consiste na combinação de átomos de hidrogênio para formar um átomo mais estável chamado hélio; essa reação libera quantidades enormes de energia limpa em comparação com as usinas atuais.
A tecnologia da fusão imita processos que ocorrem no Sol e promete gerar eletricidade praticamente ilimitada sem emitir carbono ou produzir lixo radioativo persistente por longos períodos — característica associada às plantas nucleares convencionais baseadas na fissão (o ato oposto.
O reator Stellaris: desafios técnicos
Para desenvolver o projeto, a Proxima Fusion adotou uma abordagem chamada stellarator. Trata – se um tipo específico de reator projetado para confinar plasma – matéria aquecida acima dos 100 milhões graus Celsius – utilizando campos magnéticos complexos e helicoidais.
Embora seja considerado mais difícil em termos de desenho do que seu rival histórico, o tokamak, esse modelo promete operar com maior estabilidade contínua na geração energética. A empresa foi fundada no ano de 2023 como primeiro spin – out científico vindo diretamente do Instituto Max Planck de Física do Plasma,
e baseia seus avançamentos nos resultados obtidos pelo Wendelstein 7 – X, reconhecido mundialmente por ser um stellarator altamente desenvolvido. O dinheiro captado visa financiar a construção da planta demonstradora Alpha; esta deve comprovar efetivamente a capacidade líquida de gerar energia já previsto para começar na década de 2030.
O objetivo final é o reator comercial Stellaris, que está programado justamente para essa mesma época — fim dos anos 2030 —, marcando uma possível virada no setor energético europeu e global.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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