Governo espera tarifa americana sobre exportações brasileiras

O governo brasileiro espera a aplicação adicional de uma taxa americana nas próximas semanas: mais um desafio comercial para as exportações do país.
Essa expectativa surgiu após declarações feitas nesta quinta – feira (16) por Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ele apontou os Estados Unidos podem impor nova cobrança sobre produtos brasileiros em decorrência da segunda investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial americano (USTR.
Investigação USTR aponta trabalho forçado
A pesquisa investigativa abrange o Brasil junto com outras 59 economias. O Reino Unido, a União Europeia e até mesmo Argentina estão no grupo sob suspeita de utilizar mão de obra análoga à escravidão.
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O argumento central levantado é justamente o suposto uso de trabalhos forçados por esses países ou blocos econômicos na produção dos bens exportáveis. Segundo Rosa, há uma expectativa grande sobre se essa tarifa relacionada ao tema chegará para todos os envolvidos nas pesquisas feitas pelo Escritório do Representante Comercial americano (USTR.
Impacto das novas tarifas brasileiras
Rosa mencionou que será preciso saber rapidamente caso as taxas sejam cumulativas: ele questionou publicamente a possibilidade de somar 12,5% com um percentual adicional já discutido nos EUA — especificando ser quinta – feira seguinte.
Essa investigação ocorre sob o âmbito da Seção 301 da legislação comercial americana e é vista pela administração brasileira como substituta. Ela substituiria uma taxa anterior imposta por Donald Trump no ano passado, cujo valor era de 10%, mas foi derrubada anteriormente pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos (Suprema Corte.
Produtos em foco na disputa comércio
O Brasil está inserido neste grupo que supostamente importou produtos manufaturados utilizando trabalhos forçados entre os anos compreendidos entre 2021 e até 2025. O USTR listou itens específicos do país sob suspeita.
Entre esses materiais estão alumínio, algodão, baterias feitas com lítio, eletrônicos e tabaco. A pressão comercial tem sido intensa; apenas na noite da última quarta – feira (15), Washington anunciou uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras como um segundo “tarifaço”.
Antecedentes dos tarifas americanos
Essa nova cobrança incide em quase todos produtos brasileiros, exceto por cerca de 2.100 exceções detalhadas pela lista oficial. Segmentos importantes para o comércio exterior do Brasil incluem aviões, autopeças, carne bovina, café, peixes, petróleo minerais.
O primeiro grande aumento tarifário foi anunciado pelo ex – presidente Donald Trump no ano passado e atingiu diversas nações sob a alegação que ele chamou publicamente de “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro; essa tarifa também acabou sendo derrubada posteriormente pelas cortes americanas mais altas.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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