Guedes afirma que não existem intenções de responder com medidas de retaliação ao aumento tarifário imposto por Trump

Haddad defende a negociação do tarifário e afirma que mantém contato com o Tesouro dos EUA “dia sim, dia não”.

01/08/2025 11h05

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta sexta-feira (1º.ago.2025) que o governo não possui intenções de retaliação contra os Estados Unidos de Donald Trump (Partido Republicano) em resposta à tarifa de 50% sobre as importações brasileiras.

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Haddad afirmou que as ações a serem implementadas visam salvaguardar a economia e os empregos no Brasil. Acrescentou que poderá buscar auxílio na Justiça dos EUA ou na OMC.

“Não utilizamos esse verbo [retaliação] para descrever as ações que o governo brasileiro irá tomar. São ações de proteção da soberania, proteção da nossa indústria, do nosso agronegócio, da nossa agricultura”, declarou Haddad a jornalistas na sede da Fazenda, em Brasília.

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A taxa de 50% sobre as vendas dos Estados Unidos para o Brasil entrará em vigor em 6 de agosto. Próximamente de 700 produtos estão isentos de tributação, mas setores importantes, incluindo frigoríficos e produtores de frutas, ainda serão afetados.

Apesar de o verbo “retaliação” não ter sido empregado em forma nominal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já indicou que poderia responder Trump da mesma forma – na prática, seria uma retaliação.

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O petista afirmou em 10 de julho, em entrevista ao Jornal da Record, que cobraria uma taxa equivalente à aplicada pelos EUA caso uma negociação não avançasse.

“Temos diversos caminhos […]. Mas o principal é a Lei da Reciprocidade, aprovada no Congresso. Se ele cobrar 50% da gente, a gente vai cobrar 50% dele”, afirmou Lula.

Reunião com Bessant

Haddad reiterou a defesa da negociação nesta sexta-feira. Afirmou que manterá contato frequente com a equipe do secretário de Tesouro norte-americano, Scott Bessent, buscando um encontro. Até o momento, não há data definida para uma reunião.

Estamos praticamente em contato diariamente, sem a assessoria dele, nos colocando à disposição. Ele é uma figura central, porque a secretaria dele […] tem uma dimensão política importante.

A aplicação da tarifa de Trump ao Brasil se deve ao processo no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. O americano já solicitou que a ação parasse “imediatamente”.

Para Haddad, um encontro com Scott Bessent poderia ser uma oportunidade de detalhar o funcionamento do sistema judiciário brasileiro.

Scott Bessent é alguém que pode ajudar a mediar o entendimento, inclusive para que haja compreensão de como funcionam as instituições brasileiras e dos limites que o Executivo tem, do ponto de vista constitucional.

Fonte por: Poder 360

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