Haddad afirmou que a ligação entre Trump e Lula foi um ato “excelente”
“A reciprocidade, tenho certeza, também é verdadeira”, declarou o ministro da Fazenda.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou de forma positiva o sinal do presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), de que o chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode entrar em contato para discutir as tarifas comerciais aplicadas ao Brasil.
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Ele considera ótimo e a reciprocidade, ele tem certeza, que é verdadeira também. O presidente Lula estaria disposto a receber um telefonema dele quando ele quisesse também, declarou em entrevista a jornalistas.
Haddad afirmou que seria preciso “preparar essa conversa” antes e que a reunião que terá com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, servirá para isso.
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Será possível discutir todos os assuntos, incluindo este. Quanto à oportunidade e à conveniência. É preciso preparar o ambiente, considerando que o Brasil se encontra em uma situação excepcional em relação ao restante do mundo, por motivos políticos. Compreende-se que as relações comerciais não devem ser prejudicadas por avaliações políticas de qualquer natureza.
Nos EUA, o Secretário do Tesouro exerce função equivalente ao ministro da Fazenda no Brasil. Haddad espera ter uma reunião mais longa e mais focada na decisão de Trump sobre os produtos brasileiros, abrindo a possibilidade de ser presencial.
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A interlocução com Bessent “irá preparar o terreno para um encontro” entre o presidente dos EUA e Lula.
Em total, 694 produtos nacionais deixaram de ser taxados. Itens como café, frutas e carnes, contudo, permanecem sujeitos à alíquota de 50%, que entra em vigor em 7 de agosto.
Lei Magnitsky
Na quarta-feira (30.jul), o governo dos Estados Unidos anunciou a inclusão de Moraes na Lei Magnitsky, utilizada para impor sanções a autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro norte-americano.
Moraes “utilizou seu cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”. O comunicado cita uma fala do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. “Alexandre de Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”, declarou.
Bessent afirma que Moraes é responsável por “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.
Haddad também sinalizou tratar do tema com o secretário do Tesouro norte-americano. “A Lei Magnitsky está sob a alçada dele, ele é a autoridade competente para aplicar a ordem executiva. Então, também vamos poder esclarecer como é que funciona o sistema judiciário brasileiro, porque há muita desinformação a respeito disso”, declarou.
O líder da equipe econômica de Lula se encontrou pela primeira vez com o ministro responsável pela área nos Estados Unidos em 4 de maio e já discutiu tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
Fonte por: Poder 360