Haddad afirmou que Lula não dirá “Eu te amo” a Trump como faz Bolsonaro
O ministro argumenta em favor do protocolo diplomático com os Estados Unidos e declara que o Brasil não irá “abaixar o rabo” em relação à tarifa de impo…

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não apresentará uma postura subserviente nas negociações com os Estados Unidos sobre a tarifação.
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Declarou em entrevista à CNN Brasil que o presidente não demonstrará sinais de submissão ou fará declarações de afeto ao então presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano).
Haddad afirmou, dois dias antes da implementação da taxa de 50% proposta por Washington, que o presidente Lula não deveria se comportar como Bolsonaro, exibindo atitudes e declarações como “I love you”.
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Trump estabeleceu uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras a partir de 1º de agosto. Já sinalizou que não haverá revogação ou postergação.
Haddad afirma que a atitude do governo dos Estados Unidos se tornou agressiva nos últimos meses, afetando o Brasil e outros países.
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O ministro afirmou: “Estamos falando da maior potência do mundo que resolveu virar a mesa”. Ele acrescentou: “Estamos buscando os canais para trazer racionalidade”.
Ele também declarou que a negociação demanda protocolo formal para evitar situações como a vivenciada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Segundo Haddad, Zelensky “apresentou um embaraço” na Casa Branca por ausência de suporte institucional.
Os impactos no Brasil.
Haddad declarou que a política de Trump pode resultar em redução de preços no Brasil, uma vez que bens que seriam destinados à exportação para os Estados Unidos serão direcionados ao mercado interno.
A previsão é que, com o aumento da oferta de produtos no território nacional, os preços domésticos no Brasil acabem caindo.
Os setores de carne, frutas, café e suco de laranja devem ser os mais impactados, afirmou o ministro.
Ele mencionou a ocorrência de sinais de queda nos preços no comércio minorista nas últimas semanas, embora ressaltasse que é prematuro prever o impacto a longo prazo.
É possível haver uma surpresa na inflação dos alimentos. Contudo, é necessário analisar se essa situação se persistirá.
Fonte por: Poder 360