Hapvida surpreende na B3! Ações despencam 15% e viram JUMP de 13,52% em reviravolta. Saiba os detalhes da crise e a nova estratégia da gigante da saúde.
As ações da Hapvida (HAPV3) tiveram um movimento surpreendente nesta quinta-feira, 19, na B3. Inicialmente, o pregão foi marcado por uma queda acentuada, que chegou a atingir 15%, tornando a Hapvida uma das maiores perdas do Ibovespa. No entanto, ao longo da manhã, a situação se inverteu, com os papéis subindo significativamente.
Por volta das 12h, as ações já operavam com sinais positivos, um momento que coincidiu com a realização de uma teleconferência com analistas e investidores. Aos 13h37, o avanço era de 13,52%, impulsionando o principal índice acionário brasileiro, que atingiu 178.854 pontos.
Essa volatilidade ocorreu um dia após a divulgação de resultados financeiros. No quarto trimestre de 2025, a empresa apresentou um prejuízo líquido de R$ 29,1 milhões, revertendo um lucro de R$ 167,8 milhões registrado no mesmo período de 2024.
Após ajustes, o lucro líquido foi de R$ 180,6 milhões, uma queda de 64,9% em relação ao ano anterior.
A performance da Hapvida foi impactada principalmente pela piora da sinistralidade, que aumentou 4,5 pontos percentuais, atingindo 75,5%. Além disso, houve um aumento nos custos com atendimentos médicos, devido ao maior uso dos serviços e à expansão da rede própria.
A margem Ebitda também diminuiu, atingindo 9%, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 713,8 milhões.
Apesar do crescimento de 5,9% na receita líquida, que atingiu R$ 7,9 bilhões, a companhia registrou a perda de cerca de 140 mil beneficiários, resultando em 8,7 milhões de clientes no final do trimestre. A empresa está reavaliando sua estratégia, especialmente em mercados competitivos, buscando otimizar sua operação.
Durante a teleconferência, a Hapvida anunciou uma revisão de sua estratégia, com foco em mercados mais competitivos, como as regiões Sul e Sudeste. A empresa avalia a possibilidade de fechar unidades ociosas ou migrar parte da operação para uma rede credenciada, visando melhorar a rentabilidade.
O vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Luccas Adib, destacou que a empresa está revisando a ocupação de seus ativos e poderá ajustar a capacidade onde não houver justificativa econômica.
A companhia também não prevê a abertura de novas unidades em 2026 e seus investimentos para o ano devem variar entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões, com maior rigor na alocação de capital. Aproximadamente 120 mil dos 145 mil usuários perdidos no trimestre estavam em São Paulo, evidenciando a pressão em mercados competitivos.
A nova liderança, com a chegada de Adib, também deve ter um impacto positivo a médio prazo.
Alexandre Pletes, head de renda variável na Faz Capital, observou que a precificação do resultado já vinha sendo considerada pelo mercado. Ele acredita que o fato de o resultado financeiro não ter piorado tanto, especialmente na rede própria, pode ter sido visto como um ponto positivo, e que a reestruturação de liderança também pode ter impacto positivo.
No entanto, Pletes ressaltou que o resultado da Hapvida não foi positivo, assim como no terceiro trimestre de 2025. A ação caiu significativamente, o que pode indicar uma correção nesse movimento. A Hapvida registrou lucro líquido ajustado de R$ 337 milhões no terceiro trimestre de 2025, com alta de 4,1% na comparação anual.
A cifra é 4,1% maior do que a registrada um ano antes e exclui da conta efeitos não recorrentes.
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