Homem reflete sobre masculinidade tóxica e escrita terapêutica

Um homem de cinquenta anos reflete sobre o peso da masculinidade e como cresceu em um ambiente onde expressar emoções era tabu: “Homem não chora”. O autor descreve uma trajetória marcada pela repressão emocional que moldou traços complexos — desde potencial violência até explosividade desmedida —, características atribuídas ao seu DNA branco europeu.
Segundo suas palavras, essa experiência resultou numa sensação persistente de ter vivido com uma “masculinidade disfuncionalizada”, sendo descrito por termos contraditórios como repreendidofrágil ou injustoexplorador. Ele busca entender esse passado para definir quem deseja ser no futuro adulto.
A escrita e a arte na catarse pessoal
Para o narrador, escrever funciona mais do que um passatempo; é considerado “um remédio doce” capaz de permitir liberar sentimentos reprimidos e promover compreensão profunda. Esse mergulho nas próprias páginas proporciona ao autor sempre a sensação física de estar voltando melhorado após cada exercício literário.
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Essa experiência terapêutica se manifesta em sua obra de estreia, *Os Pêndulos*. O livro apresenta uma personagem chamada Miro— figura cuja ação consiste seguir seu coração até destruir tudo à volta —, mas para ele, essa descrição não pertence apenas à ficção: “O Miro sou eu”.
A reflexão sugere o conceito complexo da toxicidade como um tema central na construçãodesconstrução que permeia tanto os personagens quanto as relações humanas vividas e vivenciadas. Ele afirma categoricamente que “A mais pura ficção é uma realidade absoluta”.
Olhar – se no espelho buscando a vulnerabilidade
Além de escrever profissionalmente sobre esses temas difíceis, há outros caminhos sugeridos pelo autor capazes de promover cura emocional. O hábito ampliado de ler também se apresenta como algo salvador para quem busca autoconhecimento.
No entanto, ele considera particularmente útil olhar o próprio reflexo em busca das rachaduras internas — um exercício intenso focado não na superfície aparente do indivíduo. É preciso mirar fundo nos olhos e descobrir aquilo escondido atrás dos brilhos ou qualquer tipo de verniz social que possa estar cobrindo. É necessário encarar este homem; é fundamental ir além da fachada superficial.]
Por fim, a mensagem mais direta sobre resiliência passa pelo reconhecimento: caso haja alguma vontade intensa de chorar diante dessas complexidades emocionais, esse ato deve ser abraçado como “o início de um bom caminho”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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