IBGE: Comércio Brasileiro Acelera em Crescimento e Quebra Recordes em 2026

Comércio brasileiro dispara em março de 2026! Crescimento de 0,5% impulsiona setor a patamar recorde. Saiba mais!

03/06/2026 10:37

3 min

IBGE: Comércio Brasileiro Acelera em Crescimento e Quebra Recordes em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

O comércio brasileiro apresentou um desempenho positivo em março, com um crescimento de 0,5% na comparação entre fevereiro e março. Essa é a terceira alta consecutiva registrada, elevando o setor a um patamar recorde. A expansão do comércio também se destaca quando comparada a março de 2025, com um avanço de 4%, e no acumulado de 12 meses, que alcança 1,8%.

Esses dados foram divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Variação Mensal do Comércio em Março de 2026

A análise da evolução do comércio nos últimos meses revela um cenário de recuperação gradual. Em outubro, o crescimento foi de 0,5%, seguido por 1% em novembro, uma leve queda de -0,3% em dezembro e um novo aumento de 0,5% em janeiro. Em fevereiro, o comércio cresceu 0,7%, e em março, manteve o ritmo de 0,5%.

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Essa dinâmica positiva tem sido observada desde outubro de 2025, apesar da retração em dezembro.

Desempenho por Grupo de Atividade

Entre os oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, cinco apresentaram crescimento em março, em relação aos meses anteriores. O segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, registrou um aumento de 5,7%, impulsionado pela desvalorização do dólar.

O setor de combustíveis e lubrificantes também avançou 2,9%, mesmo com o aumento dos preços dos combustíveis devido a conflitos internacionais. Outros grupos com bom desempenho foram os de artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%) e artigos farmacêuticos (0,1%).

Setores com Desempenho Mais Fraco

Por outro lado, alguns setores apresentaram resultados mais modestos ou negativos. O setor de tecidos, vestuário e calçados permaneceu estável, com um crescimento de 0% e móveis e eletrodomésticos registrou uma queda de 0,9%. O segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa a maior parte do comércio, teve uma retração de 1,4%, possivelmente devido à inflação.

Impacto da Desvalorização do Dólar

O analista Cristiano Santos explicou que o crescimento na atividade de equipamentos para escritório, informática e comunicação está diretamente relacionado à desvalorização do dólar. A moeda americana se desvalorizou em relação ao real, tornando produtos importados mais acessíveis.

As empresas aproveitaram essa oportunidade para repor seus estoques e, posteriormente, realizar promoções. O especialista ressaltou que o mês de março foi importante devido a essa estratégia de vendas. A ligação entre o dólar e o setor de informática é um fator chave nesse cenário.

Apesar do aumento nos preços dos combustíveis, o setor de combustíveis e lubrificantes apresentou um crescimento de 2,9%, demonstrando a resiliência da demanda. O analista destacou que, mesmo com o aumento dos preços, a demanda não diminuiu significativamente.

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