IBGE Registra Queda Histórica na Taxa de Desemprego em 2026

IBGE registra queda histórica na taxa de desemprego, impulsionando otimismo para a economia brasileira e gerando aumento da força produtiva.

26/06/2026 19:33

3 min

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro registrou a menor taxahistórica em um período significativo para o país no trimestre encerrado em maio. Segundo dados divulgados nesta sexta – feira 26 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa métrica ficou cotada em 5,6%.

Este resultado não apenas marca uma queda frente ao índice do trimestre móvel anterior — que apontava 5,8%, abrangendo dezembro, janeiro e fevereiro —, mas também representa melhoria significativa quando comparado aos 6,2% registrados na mesma época de 2025

Desemprego atinge mínima recorde

O levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua apurou o comportamento no mercado para pessoas com idade igual ou superior a 14 anos. O analista William Kratochwill interpretou essa taxa histórica como um sinal positivo: “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

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Em termos absolutos, os dados mostram que havia 6,1 milhões de desocupados em maio; esse número é considerado estável se comparado aos 6,2 milhões do trimestre móvel finalizado em fevereiro. Além disso, houve queda expressiva de 9,3% quando confrontado ao ano anterior.

População ocupada cresce com rendimentos reais

A população empregada atingiu a marca de 102,7 milhões no período analisado até o mês de maio. Esse aumento representa um acréscimo significativo na força produtiva — mais ou menos meio milhão e quinhentos e cinquenta e oito pessoas acima dos números registrados em relação àquele mesmo prazo de fevereiro

O IBGE apura as formas de trabalho considerando todas as modalidades: seja por conta própria sem CNPJ, temporárias ou formalmente registradas via carteira assinada.

Rendimento médio mensal sobe. Em matéria financeira, o rendimento que os trabalhadores receberam foi avaliado pelo instituto como R 3.726 no trimestre encerrado em maio. Esse valor se manteve estável quando comparado ao período móvel anterior (que registrou R 3.756.

No entanto, é importante notar um crescimento real robusto:

O salário teve alta de 4% sobre valores reais — ou seja, já descontando a inflação do ciclo —, mostrando melhora na capacidade aquisitiva dos trabalhadores.

Informalidade e contribuição para previdência

A taxa que mede o grau de informalização da força trabalhadora foi calculada em 37,3%. Esse percentual corresponde à proporção total de trabalhadores informais dentro da população ocupada no período; esse número representa cerca de 38,3 milhões de pessoas.

Embora tenha caído ligeiramente frente aos 37,8% registrados um ano antes,

o indicador aponta ainda uma grande parcela sem garantias completas do sistema social — como seguro – desemprego ou férias —, pois inclui empregados não formalizados e autônomos desprovidos de CNPJ.

Detalhando a contribuição previdenciária

A pesquisa também forneceu dados sobre o recolhimento para os institutos de prevenção ao risco da velhice (INSS). Foi constatado que quase dois terços dos trabalhadores contribuíram: 68,4 milhões representam um total equivalente à taxa de participação na Previdência Social em torno de 66,6%

O IBGE define como contagi – nentes aqueles profissionais — sejam empregados ou por conta própria —, cujas remunerações foram direcionadas aos sistemas oficiais federais, estaduais e municipais.

O instituto esclarece ainda a flexibilidade desse sistema:

Um trabalhador informal autônomo pode exercer o papel legalmente definido pelo governo federal ao se registrar individualmente no INSS.

Marcos históricos do mercado

A análise dos dados também permitiu traçar um panorama histórico para os leitores da matéria. Os registros mostram que 5,1% foi o menor índice de desemprego já apurado pela PNAD em seu último trimestre referente a 2025

Por outro lado, as maiores taxas foram observadas durante períodos críticos: houve picos atingindo 14,9%. Esses números ocorreram nos trimestres móveis encerrados tanto em setembro de 2020 quanto em março de 2021 — ambos marcando momentos sob impacto direto da pandemia.

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