Ifood expande serviços e receita atinge r 150 bi em 2026

O iFood entrou na nova fase do mercado de delivery sem depender apenas da venda de refeições prontas para consumo em casa. A empresa fechou seu ano fiscal encerrado em março de 2026 com resultados robustos e um foco claro na diversificação dos serviços.
Nesse período, a companhia registrou uma receita líquida totalizada por R 10,1 bilhões — representando alta de 29% —, impulsionada pelo crescimento não relacionado à entrega tradicional de comida. O movimento marca o fato histórico de que já quase um terço dessa arrecadação provém agora de negócios fora das entregas gastronômicas convencionais.
Diversificando receitas além do food delivery
O iFood passou a integrar diversas fontes de renda em seu ecossistema: crédito para restaurantes parceiros, supermercados e farmácias; até mesmo software especializado para gestão comercial da área também passaram a dividir espaço com o serviço original da companhia há quinze anos.
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Em números concretos, no ano fiscal encerrado por março de 2026, houve uma movimentação total recorde. O volume transacionado atingiu R150 bilhões — um aumento expressivo de 57% comparado ao período anterior —, enquanto os lucros operacionais (EBITDA) cresceram ainda mais rápido, chegando aos R 2,2 bilhões em alta de 43%.
O papel dos serviços financeiros e novas categorias
Pedro Pereira, CFO do iFood, afirmou que a empresa demonstrou ser muito maior do que apenas uma plataforma para delivery: “Hoje, as categorias como supermercado, farmácia, bebidas, conveniência, software para restaurantes e até mesmo o braço fintech têm um peso cada vez maior no resultado final”.
Um motor central dessa transformação é justamente o serviço financeiro conhecido por iFood Pago. Esse setor já responde pelo equivalente a cerca de 1/4 da receita total dentro do ecossistema digital; ele conta com mais de cento e sessenta e seis mil contas ativas mensais.
Operações em crédito. Através desse canal pago, os usuários acessam serviços como conta digital, antecipação de recebíveis para comerciantes parceiros, além de soluções completas de pagamento voltadas aos restaurantes credenciados na plataforma.
“Crédito é um negócio que envolve risco. Fizemos isso gradualmente ao longo dos anos justamente para aprender antes mesmo de ganhar escala,” explicou Pereira sobre a estratégia financeira da empresa; “Agora esse tipo de serviço começa realmente a mover o ponteiro nos resultados”.
Aposta no aumento do mercado endereçável
Além das finanças e mercados maiores (como farmácia ou pet shop), os executivos apontam oportunidades em categorias como bebidas, conveniência e supermercado — setores considerados tão grandes quanto as próprias refeições entregues.
O iFood estima hoje atuar dentro um universo potencial superior aos R 500 bilhões anuais ao considerar todas essas verticais. A meta não é apenas roubar clientes dos concorrentes; busca – se aumentar todo o bolo de consumo disponível para a plataforma.
Hits: Atendendo pedidos menores. Um exemplo dessa estratégia foi lançar Hits no ano passado após testes prolongados na área do aplicativo que reúne desde pequenas compras (a partir de R 15) com entrega gratuita, focando em itens básicos da casa.
“O ticket médio tradicionalmente alto ainda existe muito forte aqui,” declarou Pereira sobre os desafios brasileiros. “Quando conseguimos servir forma e sustentavelmente pequenos valores nos pedidos, destravamos uma ocasião nova de compra para milhões.”
Estratégia acelerada até o final de 2027
Outra frente estratégica é a modalidade Turbo: entregas rápidíssimas — prometidas em no máximo vinte minutos —, aplicáveis não só às refeições prontas, mas também aos produtos do mercado ou farmácia.
Assim como Hits, este produto faz parte das iniciativas que receberão investimentos intensificados ao longo dos próximos anos fiscais. Após gerar R 2,2 bilhões com EBITDA apenas neste último exercício (março/26), iFood planeja reinvestir esse capital para impulsionar as frentes já provadas.
O cenário competitivo e o consumidor
Os resultados chegam justamente quando a disputa por clientes na área de delivery está mais acirrada no setor brasileiro. Contudo, segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Galunion em abril de 2026, essa competição tem funcionado como um motorizador do mercado inteiro.
“Vimos que foi aumento geral do bolo,” observou Simone Galante, CEO da galunion; “Isso não diminui nem sequer reduz ainda muito aquela liderança histórica.”
Fatores decisivos para compra. A análise apontada também mostra o consumidor tomando decisões cada vez menos baseadas apenas na marca ou plataforma: a principal razão citada por trinta e cinco% dos entrevistados são promoções. Outros trezentos e quarenta por cento priorizam escolher primeiro onde comer.
Para Pedro Pereira, portanto, grande desafio agora é manter um ritmo constante de inovação tecnológica em meio à concorrência crescente do setor digital; “O nosso maior reto não pode ser só responder aos concorrentes”. É nessa combinação entre serviços financeiros avançados, inteligência artificial aplicada ao varejo físico (farmáciamercado) e as novas categorias que iFood planeja sustentar seu crescimento nos próximos anos mesmo com o mercado mais disputadíssimo.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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