Jensen Huang reforça parceria Nvidia na Ásia contra Fujitsu e Fanuc

Em uma intensa semana passada dedicada à tecnologia, Tóquio foi palco das movimentações estratégicas por parte de Jensen Huang, CEO da Nvidia. Em visita oficial ao país asiático, ele não apenas fechou acordos cruciais na esfera tecnológica nacional — abrangendo desde fábricas governamentais até parcerias industriais —, mas também reforçou o papel central dos chips americanos em toda a infraestrutura digital do Japão.
Huang defendeu que “a próxima fronteira da IA está no mundo físico”, posicionando esta oportunidade como um momento histórico para o desenvolvimento japonês e sua capacidade reinventar suas tradições manufatureiras rumo às indústrias inteligentes.
Parceria com gigantes japoneses de robótica
O anúncio mais relevante sobre colaboração veio na última quinta – feira, dia 16. A Nvidia formalizou uma parceria estratégica junto à Fujitsu, Fanuc, Yaskawa Electric e Kawasaki Heavy Industries — quatro empresas líderes nos setores nipônicos em roborótica e automotivo.
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As companhias devem integrar essa aliança sob a plataforma Cosmos da própria Nvidia. Durante evento que reuniu os executivos Takahito Tokita (Fujitsu), Kenji Yamaguchi (Fanuc), Masahiro Ogawa (Yaskawa) e Yasuhiko Hashimoto (Kawasaki Heavy Industries), Huang enfatizou o potencial dos robôs inteligentes no futuro do trabalho Com IA, os robôs vão se tornar mais acessíveis, adaptáveis e realmente inteligêntesdeclarou ele durante ocasião na capital japonesa.
Desenvolvimento de modelos avançados para agentes físicos
Além das parcerias industriais em roborótica, a empresa também lançou um novo modelo chamado Cosmos 3 Edge. Este sistema é voltado especificamente para alimentar robôtes e agentes que dependem da visão computacional.
Diferente apenas ser uma atualização (o lançamento sucede o apresentado anteriormente por maio), este “modelo de mundo” foi projetado com foco inédito: ajudar sistemas complexos a perceber e navegar ambientes reais — ou seja, mundos físico —, aprendendo através muito mais dados do que os utilizados pelos tradicionais grandes modelos linguísticos.
Essa divisão estabelece claramente as áreas de atuação no ecossistema tecnológico globalquanto Japão detém expertise nos fabricantes dos próprios robotsa Nvidia fornece tanto os chips quanto toda camada necessária em software. O desafio agora reside na transformação desses componentes tecnológicos isolados em máquinas operacionais.
Aposta estatal japonesa em IA física
O acordo considerado o maior peso da visita foi institucional por natureza. No lançamento oficial da Iniciativa de IA Física pelo governo japonês, Huang compartilhou palanque com Ryosei Akazawa, ministro do Comércio e Indústria Japonês (METI). Para construir sua própria inteligência artificial voltada para robôs industriais, veículos autônomos ou linhas produtivas inteiras, Tóquio reuniu um consórcio composto cerca de 44 empresas domésticas — incluindo nomes como Soft Bank, Sony, NEC e Honda.
Nesse esforço nacional chamado “IA física”, a capital japonesa comprometerá até 1 trilhão de ienes – valor aproximado aos US 6,2 bilhões –, ao longo dos próximos cinco anos.
Infraestrutura soberana: data center da Nvidia
Embora o Japão queira ser dono do cérebro desse software avançadíssimo em IAo hardware necessário para construí – lo continua sendo fornecido pela gigante americana. Para isso, Huang anunciou que erigirá uma unidade chamada “fábrica de IA Vera Rubin”. Este será um data center robusto equipado com impressionantes recursos como os 13.750 CPUs modelo Vera e até mesmo 27.500 GPUs Rubín (sua próxima geração), totalizando capacidade por volta dos 140 megawatts.
A previsão é que essa nova estrutura esteja operacionalizada a partir de 2028. O consórcio Noetra ficará responsável pelo desenvolvimento da construção física do projeto. Huang reforçou o argumento chamado “IA soberana”, alertando: “O Japão não pode terceirizar sua inteligência nacional,” um posicionamento direto sobre a necessidade cada país ter suas próprias infraestruturas modelares para garantir autonomia tecnológica na era digital.
História e conexões estratégicas
Em paralelo aos eventos oficiais, Huang dedicou parte da viagem à história corporativa japonesa em uma visita ao bairro Akihabara no dia 15 de maio passado. Foi ali que ele celebrou os trinta anos de parceria entre Nvidia e Sega com Shoichiro Irimajiri.
Essa relação histórica explica grande parte do respeito demonstrado pelo CEO americano: foi graças a investimento feito pela companhia nipônica há muito tempo — quando o capital estava escasso —, permitindo lançamentos cruciais como o RIVA 128 já nos tempos dos noventa.
“Sem a indústria games japonesa… nem hoje seria possível ter tecnologia avançada, seja ela IA ou qualquer outra coisa,” afirmou Huang em um momento mais pessoal da viagem. Além disso, para fortalecer laços comerciais, houve também jantares informais no bairro de Kanda que reuniram executivos das cadeias produtivas japonesas e fornecedores eletrônicos. A visita serviu ainda ao propósito diplomático: após pular Tóquio numa passagem anterior por Coreia do Sul e Taiwan — episódio apelidado pela imprensa local como “Japan passing” —, o CEO garantiu presença nos eventos oficiais na capital.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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