Jerônimo Rodrigues nega afastamento de Sodré após denúncias no Banco Master

Jerônimo Rodrigues defende secretário sob investigação no Banco Master após denúncias de irregularidades financeiras.

29/06/2026 18:46

3 min

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ao lado de Eduardo Sodré Martins, secretário estadual de Meio Ambiente e enteado do senador Jaques Wagner – divulgação/GOVBA
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ao lado de Eduar...

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda – feira que não há planos de afastar Eduardo Sodré Martins do cargo na Secretaria de Meio Ambiente estadual.

A declaração veio apesar das investigações conduzidas pela Polícia Federal apontarem empresas ligadas a ele como possíveis beneficiárias em transações suspeitas realizadas no Banco Master. O secretário é enteado político recente de Jaques Wagner e o senador está nesse mesmo contexto desde faz duas semanas.

Governo defende ausência de motivações para afastamento

Em agenda realizada no interior da Bahia, Jerônimo Rodrigues garantiu à população que qualquer medida disciplinar seria baseada em provas concretas. “De forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta, de provas”, declarou o chefe do Palácio de Ondina, defendendo a posição legal dos envolvidos.

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“Eduardo [está] advogado, está se defendendo,” afirmou ainda ele ao público presente na ocasião e mencionando solidariedade pela família. O governador reforçou publicamente: “Não há julgamento para que a gente possa definir ou determinar a saída”, esclarecendo que não existe um protocolo institucional (script) que permita remover secretários apenas por causa de denúncias externas ou investigações em curso.

Investigações da PF apontam movimentação suspeita

As apurações feitas pela Polícia Federal detalham o fluxo financeiro envolvendo empresas ligadas à esposa do secretário, Bonnie Bonilha — sócia na BN Financeira Ltda.. Segundo os investigadores federais, no dia 17 de outubro de 2025, essa empresa recebeu repasses totalizando R 3,5 milhões.

O dinheiro veio através da PLK One Participações, uma firma que possui vínculo com a Credcesta. O credenciamento é oriundo da rede estadual Cesta do Povo (privatizada em 2018) e opera como um cartão consignado para servidores públicos estaduais.

A PF ainda detalhou o funcionamento desse sistema: ele garante à operadora exclusividade por quinze anos dentro do governo baiano, utilizando taxas de juros na faixa dos 4,7% ao mês e comprometendo adicionalmente até 30% da renda mensal.**

Papel suspeito no fluxo financeiro

As investigações indicam que a BN Financeira foi constituída inicialmente apenas como microempresa. Segundo os dados apurados pela Polícia Federal, ela possui um capital social reduzido sem uma estrutura operacional visível compatível com todos esses valores movimentados.

Neste contexto, o secretário Eduardo Sodré Martins seria apontado por fontes policiais como responsável direto pelas cobranças feitas junto ao banqueiro Augusto Lima — sócio de Daniel Vorcaro —, sendo necessário mencionar boletos e notas fiscais para formalizar qualquer pagamento.

Até esta matéria ser escrita, não havia manifestação oficial sobre as suspeitas levantadas pelo órgão federal em relação à situação do secretario; seu espaço permanece aberto no assunto.

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