JK: Assassinato pela Ditadura Militar? Novo Relatório Aponta a Verdade Após 50 Anos

Relatório chocante da CEMDP: JK foi vítima de assassinato pela ditadura militar! Maria Cecília Adão revela novas evidências que reabrem o caso. Será que a

09/05/2026 11:43

4 min

JK: Assassinato pela Ditadura Militar? Novo Relatório Aponta a Verdade Após 50 Anos
(Imagem de reprodução da internet).

Novo Relatório da CEMDP Aponta JK como Vítima de Assassinato pela Ditadura Militar

Um novo relatório, elaborado pela relatora e historiadora Maria Cecília Adão, da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) foi assassinado pela ditadura militar. O documento, que se baseia em perícias recentes e no contexto político da época, será agora submetido à votação pelo colegiado da Câmara dos Deputados.

Se aprovado, poderá reformular as certidões de óbito de JK e de seu amigo e motorista, Geraldo Ribeiro.

As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo. O relatório se fundamenta em contradições em relação a investigações anteriores, além da análise do contexto político da época. Uma comissão externa da Câmara dos Deputados, em 2001, e a Comissão Nacional da Verdade, em 2014, haviam acatado outra tese, a de que a morte ocorreu por um acidente.

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O mesmo veredito foi dado por uma reabertura do caso conduzida pela polícia em 1996.

Revisitação do Caso e Trabalho com Pesquisadores

A relatora tem trabalhado de forma articulada com pesquisadores do tema a fim de oferecer um relatório sobre o caso, tendo comunicado aos familiares que o caso estava em análise. O texto foi apresentado ao colegiado em 1º de abril, mas a votação foi adiada “diante do extenso número de documentos para análise e da necessidade de dar conhecimento aos familiares sobre o conteúdo das apurações”.

A decisão visa garantir que todas as partes envolvidas tenham acesso às informações relevantes para a tomada de decisão.

A Polêmica em Torno da Morte de JK

JK morreu em agosto de 1976, há quase 50 anos, em um acidente no km 165 da Via Dutra. O Opala em que estava, conduzido pelo amigo Geraldo Ribeiro, saiu da pista, atravessou o canteiro central, invadiu a via oposta e trafegou por 50 metros na contramão antes de colidir frontalmente com uma carreta.

Desde então, o motivo da perda de controle do veículo alimenta diferentes perspectivas sobre o caso.

Novas Evidências e Teorias

O novo relatório retoma uma tese defendida por pesquisadores da Faculdade de Direito da USP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, produzida em parceria com as Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo, Minas Gerais e do município de São Paulo.

Os pesquisadores argumentam que o descontrole do veículo decorreu de causa externa — como uma sabotagem mecânica — ou até de um mal súbito provocado por envenenamento do motorista.

Análise do Ministério Público Federal e Conclusões do MPF

Diferentemente de colegiados anteriores, o novo relatório também incorpora uma análise do Ministério Público Federal (MPF), produzida entre 2013 e 2019 e divulgada apenas em 2021, portanto após as conclusões da Comissão da Verdade. Segundo a CEMDP, o documento da relatora se baseia em provas já públicas dispostas neste inquérito.

A CEMDP havia sido encerrada em 2022, no governo Bolsonaro, e reaberta por Lula dois anos depois.

Contexto Histórico e Política

Criada em 1995 por Fernando Henrique Cardoso, atravessou quase oito mandatos com a missão de reconhecer mortes e desaparecimentos políticos e promover reparação às famílias. Em fevereiro de 2025, a comissão decidiu revisitar o caso e voltou a ouvir familiares de JK e de Geraldo Ribeiro.

Um manifesto de membros da extinta Comissão da Verdade de São Paulo cobrava uma nova análise federal.

Revisão e Votação

O colegiado estadual havia sugerido que a morte foi resultado de atentado político. A decisão da subprocuradoria-geral da República em 2019, porém, foi a de arquivar o caso, já que, assim como não se poderia comprovar a teoria do acidente, também não haveria elementos de prova suficientes para se abrir uma ação criminal por homicídio.

Conclusão e Impacto Potencial

Se a Comissão acatar essa perspectiva, o Estado poderá emitir novas certidões de óbito de JK e Geraldo Ribeiro como vítimas da ditadura.

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