Jovem enfrenta punição mais cedo: Argentina reduz idade para responsabilidade penal!

Argentina reduz idade para responsabilização penal! Câmara aprova mudança de 16 para 14 anos. Proposta de Milei busca modernizar sistema penal juvenil. Críticas alertam para falta de estrutura e apoio

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(Imagem de reprodução da internet).

Argentina Aprova Redução da Idade para Responsabilidade Penal

A Câmara dos Deputados da Argentina deu aval positivo nesta quinta-feira (12) a uma proposta que altera a idade mínima para responsabilização penal, reduzindo-a de 16 para 14 anos. A iniciativa, impulsionada pelo presidente Javier Milei, agora segue para análise no Senado.

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O projeto de lei busca modernizar o sistema penal juvenil do país, que remonta a 1980. A definição de responsabilidade penal se baseia na capacidade do menor de compreender a gravidade de seus atos, determinando se ele pode ser considerado legalmente culpado.

O governo defende a medida, argumentando que jovens que cometem atos graves, como agressão ou homicídio, devem ser responsabilizados de forma adequada. O deputado Ramiro Gutiérrez justificou a proposta, afirmando que jovens que se envolvem em situações de violência entendem que suas ações são erradas e devem ter consequências.

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A oposição expressou preocupações sobre a tramitação acelerada do projeto, que ocorreu em regime de urgência na comissão. Críticos questionaram a falta de adequação das instalações carcerárias para receber jovens infratores e a insuficiência do orçamento destinado à medida.

A deputada Victoria Tolosa Paz criticou a proposta, argumentando que ela representa uma linha de “cadeia e bala” para jovens pobres que não recebem o apoio do Estado.

O debate ocorre em um contexto de grande sensibilidade social, após a repercussão midiática de crimes cometidos por adolescentes. Um caso recente, em dezembro, na província de Santa Fé, envolveu dois jovens de 14 e 15 anos que torturaram e mataram a punhaladas outro rapaz de 15, após o emboscarem em um galpão abandonado.

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A situação gerou pedidos de familiares e pais de vítimas, que esperam uma nova legislação penal juvenil para garantir a punição de casos semelhantes.

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