Kassio Nunes Marques critica relatoria da CPI do Master. Saiba por que o ministro do STF expressa descontentamento com o tema e o que os senadores alegam.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, manifestou seu descontentamento por ter a relatoria do pedido de instalação da CPI do Master. Fontes próximas ao magistrado indicam que ele tem afirmado que a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal em relação a este tema não é uma responsabilidade exclusiva dele.
O requerimento para a abertura da CPI foi apresentado em março deste ano por diversos senadores, incluindo Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos Pontes (PL-SP), Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF), Alessandro Vieira (MDB-SE), Chico Rodrigues (PSB-RR) e Esperidião Amin (PP-SC).
Os parlamentares alegam que há uma omissão por parte do presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-PA). Segundo eles, o presidente não teria analisado o requerimento de abertura da CPI para investigar possíveis fraudes envolvendo o banco, mesmo com as assinaturas necessárias.
A discussão sobre o tema não é inédita no âmbito do Supremo. Em março deste ano, o ministro Cristiano Zanin já havia negado a procedência de um mandado de segurança que pedia a CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados.
Na ocasião, o ministro entendeu que o mandado de segurança não apresentou comprovação clara de violação a dispositivos constitucionais que justificasse a intervenção do Supremo na atuação da Câmara. Além disso, no mesmo mês, os ministros decidiram em plenário físico sobre a CPI do INSS, conforme solicitado pelos membros.
Para a maioria dos ministros, a legislação brasileira restringe a intervenção do Judiciário apenas em situações de resistência formal à criação de CPIs. Assim, as regras existentes não seriam aplicáveis para prorrogar os colegiados investigativos.
O tema ganhou novos contornos após Nunes Marques confirmar, no último sábado, 4, que havia viajado em uma aeronave pertencente a uma empresa que administra bens do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do banco.
O ministro esclareceu, contudo, que a viagem ocorreu por convite de uma amiga pessoal. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também estão no centro das polêmicas devido a supostas relações pessoais e profissionais com o banqueiro. Interlocutores relatam que Nunes Marques segue analisando o pedido e ainda não chegou a uma conclusão definitiva.
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