Lukas Ekwueme alerta para alta do crack spread do diesel global

Lukas Ekwueme aponta risco de alta generalizada com expansão descontrolada do crack spread global do diesel.

13/07/2026 10:09

4 min

O projeto gerou polêmica na fase de debates na comissão, principalmente em relação à poluição causada pelo diesel.
O projeto gerou polêmica na fase de debates na comissão, princip...

O preço do diesel no mercado internacional mostra um descolamento significativo em relação ao petróleo bruto negociado nas bolsas de valores globais. Enquanto o barril é cotado próximo a US 7dólares, as margens para refino desse combustível — conhecidas como crack spread— já ultrapassam os US 77 por barril.

Essa disparidade sugere que o custo real dos combustíveis está sendo determinado não apenas pelo valor à vista da commodity principal, mas sim pela capacidade e pelos gargalos operacionais das refinarias mundiais. O fenômeno afeta profundamente todo o setor global de processamento energético, com epicentros notáveis nos Estados Unidos, na Rússia e em outras regiões estratégicas do Oriente Médio.

Problemas detectados: Texto truncado no final

Problema detectado: Por que diesel custa mais caro?

Leia também

Segundo Lukas Ekwueme, analista independente especializado em macroeconomia global e commodities, a distorção ganhou destaque após ataques ucranianos atingirem 30 navios tanque russos somente no período de dois dias. Para esse especialista, é crucial entender que não deve ser apenas o óleo cru — mas sim o motor rodoviário (diesel) —, quem funciona como verdadeiro termômetro da economia real brasileira ou mundialmente falando.

O combustível tem um papel central na infraestrutura econômica: ele responde por cerca de 80% dos fretes em estradas nos Estados Unidos e também move grande parte das operações agrícolas e mineradoras globais.

Ekwueme alertou ainda sobre a possibilidade inflacionária caso os preços atinjam US 140 para galões de diesel.

Tensões geopolíticas afetam oferta, enquanto demanda cai

A diferença entre o preço do petróleo bruto e seus derivados é medida pelo crack spread; esse indicador representa essencialmente a margem que as refinarias obtêm ao processar diferentes tipos de óleo — como gasolina ou querosene. O índice disparou recentemente: segundo dados da Axios, em quarta – feira passada houve um aumento recorde no crack spread do diesel nos Estados Unidos.

Além disso, outro parâmetro histórico chamado “3-2 – crack”, usado para estimar ganhos teóricos (transformando três barris), superou os US 60 dólares. Jordan Rizzuto, diretor de investimentos na Gamma Road Capital Partners, avaliou o cenário e afirmou por meio do Yahoo Finance que essa alta não reflete a realidade física global dos estoques; ele pontuou ainda que “a precificação do mercado provavelmente ficou um pouco à frente da realidade física”.

Guerra afeta refinarias no Oriente Médio

Parte dessa pressão nos preços vem diretamente das tensões geopolíticas. A guerra em curso tem prejudicado as operações russas nas suas próprias refinarias, causando desabastecimento interno significativo para aquele país. A situação também afetou gravemente outras regiões vitais: ao menos nove grandes unidades de processamento na região do Golfo — incluindo instalações Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita— foram danificadas ou paralisaram durante o conflito armado entre Rússia e Ucrânia.

Fora dessas zonas diretas de combate, houve outros incidentes globais que impactaram a oferta global; citam – se explosões registradas tanto na australiana refinaria Geelong em abril quanto uma ocorrência similar no Texas (Valero) nos Estados Unidos.

Natasha Kaneva, chefe de pesquisa da JPMorgan sobre commodities, destacou como um ponto central é saber quanta capacidade dos refinos do Oriente Médio pode voltar rapidamente à operação.

O futuro incerto: Queda projetada para 2026

Em contraste com o aperto nas margens e os gargalos logísticos, há sinais claros de desaceleração mundial na demanda por petróleo bruto. De acordo com relatórios recentes, a procura global deve cair já em **2026**, marcando uma redução estimada de cerca de milhão de barris por dia — algo que não acontecia desde após o pico da pandemia Covid-19 no ano anterior (em 2020). Jim Burkhard, vice presidente e chefe de pesquisa sobre óleo cru do SP Global Energy, apontou ainda para um futuro incerto quanto ao Estreito de Ormuz; ele disse à Fortune: “O futuro de [Ormoz] provavelmente é mais incerto hoje do que era no início da guerra”. Parte dessa queda na demanda global vem principalmente da China. Segundo estimativas citadas pelo próprio especialista em energia Daniel Sternoff, a aceleração chinesa na adoção de veículos elétricos contribuiu com uma perda projetada entre 500 mil e 600 mil barris por dia tanto nos combustíveis diesel quanto

Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!