Lula avança nas intenções com “tarifaço” americano em pesquisa

A percepção do eleitorado brasileiro sobre o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos à importação de produtos nacionais favorece Lula (PT) nas intenções de voto para presidente, apurou pesquisa da Quaest nesta quinta – feira 16.
Segundo os dados coletados entre os dias 10 e 13 de julho com um universo amostral de 2.004 pessoas — sob registro BR 07661/2026 no Tribunal Superior Eleitoral —, mais da metade dos entrevistados sente que essa medida comercial aumenta sua vontade em votar na chapa petista.
O estudo possui uma margem de erro estabelecida em dois pontos percentuais, considerando o nível de confiança de 95%.
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Impacto do “tarifaço” nas intenções eleitorais
Os números mostram claramente a mudança de apoio: atualmente, 42% afirmam sentir esse aumento nos votos para Lula (PT), um salto significativo comparado aos índices registrados apenas em junho passado, quando este número era de 39%. Em segundo lugar no ranking das preferências citadas está Flávio Bolsonaro (PL.
Seu índice caiu ligeiramente e chegou marcando os 27%, diminuindo dos 30% apurados na rodada anterior. Já o bloco que representa outros candidatos manteve – se relativamente estático com seus respectivos 23%; por fim, oito percentual do eleitor não soube ou optou por não responder.
O impacto da sobretaxa comercial foi particularmente sentido entre a base bolsonarista: se antes havia um apoio altíssimo — chegando aos 88% em junho —, esse indicador despencou para 81%. Além disso, mesmo no grupo de votantes classificados como direita mas sem ligação direta ao movimento Bolsonaro, houve uma queda expressiva; nesse segmento específico, os votos caíram dos 70% registrados anteriormente para apenas 60%, conforme detalhado pela Quaest nos levantamentos realizados na semana passada.
Contexto internacional e reação do governo Lula
As entrevistas foram concluídas dois dias após o anúncio oficial por parte da administração Donald Trump sobre a imposição dessa nova tarifa que atinge diversos produtos brasileiros. A medida gerou forte repercussão política em Brasília.
Em resposta à ação comercial americana, o próprio Governo de Luiz Inácio Lula da Silva repudiou veementemente as novas taxas impostas pelos Estados Unidos. As autoridades governamentais informaram ainda ao público brasileiro sua intenção imediata: utilizar mecanismos legais como uma Lei de Reciprocidade para se defender no cenário diplomático – comercial global.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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