Lula declara: “Só falarei sobre produtos brasileiros depois de Trump

Lula adia fala sobre tarifas brasileiras à espera de declarações de Trump sobre a disputa internacional.

17/07/2026 15:56

3 min

lulatarifaço
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta – feira, dia 17 [mês], que só fará comentários sobre produtos brasileiros após uma manifestação do ex – presidente norte – americano Donald Trump. A declaração ocorreu durante a agenda presidencial na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

“Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar”, afirmou Bolsonaro em discurso feito enquanto estava presente nas dependências da Fiocruz; “Enquanto ele não falar, eu não falarei porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo.”

Lula reforça necessidade internacional de respeito

Além das tensões comerciais com os Estados Unidos, Lula também enfatizou publicamente que é fundamental manter a posição soberana brasileira nas relações internacionais. O presidente fez um paralelo histórico ao citar processos como impeachment da ex – presidente Dilma Rousseff.

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“Esse país precisa estar de cabeça erguida”, declarou ainda em seu discurso; “Nós queremos respeito da mesma forma que damos para todo mundo”. A fala sublinhou o desejo do Brasil por ser tratado igualmente pelos demais países no cenário global.

Contexto dos novos impostos americanos e Seção 301

A tensão comercial foi acirrada após anúncio feito pelo governo americano na noite desta quarta – feira, dia 15 [mês]. Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma nova taxa sobre produtos brasileiros. Essa cobrança será estabelecida inicialmente em um patamar de 25%, embora existam diversas exceções previstas nas regras aplicadas ao comércio bilateral brasileiro.

O novo imposto começará valer para itens que não estiverem apenas em trânsito no porto até o dia 22 de julho; essa tarifa se soma às taxas já pagas pelos bens e é resultado direto da investigação feita contra o Brasil por meio da Seção 301 do governo americano.

Investigação USTR aponta desvantagens competitivas. A cobrança foi adotada após uma análise conduzida pelo setor comercial dos EUA. Em início de junho, um órgão ligado ao comércio estadunidense (USTR) concluiu apontando práticas brasileiras como fatores que dão vantagens indevidas na balança comercial com os Estados Unidos em comparação a outros países no mercado global.

Entre as razões citadas pela investigação estavam aspectos relacionados à utilização avançada meios eletrônicos de pagamento e o déficit percebido nos esforços para combater tanto atos de corrupção quanto crimes ambientais ligados ao desmatamento brasileiro.”

Diálogo diplomático: Brasil aponta falta de abertura americana

Do lado do governo Lula, há relatos indicando que Washington não demonstrou disposição real para dialogar ou considerar argumentos apresentados pelo país. Segundo os integrantes da equipe governamental brasileira, houve insistência em pedidos considerados totalmente fora das possibilidades negociadoras.

“Os americanos se mostraram abertos a concessões sobre o uso avançado dos meios eletrônicos”, apontaram fontes ligadas à Casa Civil; “O USTR consideraria isso uma competição desleal com sistemas pagos nos EUA”.

Outros processos e reações oficiais

Além do tema comercial geral sob Seção 301, existe outro processo que acusa o Brasil de obter benefícios relacionados ao trabalho forçado. A decisão deste segundo caso ainda não foi divulgada pelo governo americano, mas pode resultar na aplicação adicional de outra tarifa no valor de 12,5%.

“Apesar das cinco reuniões realizadas entre a equipe negociadora brasileira — chefiada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) —, os americanos sentiram falta empenho para mitigar as motivações comerciais da taxa”, afirmou um alto funcionário ligado à USTR.

Em nota oficial divulgado recentemente pela mesma pasta ministerial, reiterou – se que nenhuma razão apontada sob Seção 301 justifica o aumento tarifário. O Brasil reafirmou seu posicionamento sobre como qualquer nova cobrança se mostra injusta de forma geral.”

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