Lula Defende Parcerias Estratégicas com Trump e Xi Jinping em 2026

Lula Defende Parcerias com Base na Soberania Nacional e Espera Alinhamento Global
Em Campinas, São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento nesta segunda-feira, 18, sobre a política externa brasileira. Lula enfatizou que o Brasil não adotará vetos ou preferências em discussões internacionais, condicionando eventuais parcerias ao respeito à soberania nacional.
O petista expressou o desejo de que o governo americano, sob a liderança de Donald Trump, e o governo chinês, liderado por Xi Jinping, pudessem superar divergências e buscar uma colaboração mais próxima.
“Estamos nos tempos das terras raras. A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência para a gente dar um salto de qualidade e ver se, num curto espaço de tempo, a gente faz o Trump parar de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós, para que a gente possa explorar aqui”, declarou Lula durante a entrega de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais.
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A iniciativa visa ampliar a capacidade de pesquisa brasileira em áreas cruciais como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
Potencializando a Pesquisa Brasileira
O Palácio do Planalto ressaltou que as novas linhas de luz síncrotron do Sirius ampliarão significativamente a capacidade de pesquisa do Brasil em setores estratégicos. A expectativa é que, por meio de investimentos em ciência e tecnologia, o país possa mapear seus recursos naturais de forma mais eficiente, evitando abordagens tradicionais de exploração.
A administração busca modernizar a pesquisa, indo além de métodos convencionais.
O presidente também destacou a importância de explorar os minerais críticos, que são essenciais para o desenvolvimento de tecnologias modernas, como baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas e painéis solares. A busca por esses recursos é vista como um caminho para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil.
Terras Raras e Minerais Críticos: Prioridade Brasileira
As chamadas terras raras, um grupo de 17 elementos químicos, representam um foco estratégico para o Brasil. Apesar de não serem verdadeiramente raras, sua distribuição desigual pelo mundo torna a extração economicamente desafiadora. O Brasil possui as maiores reservas de nióbio do mundo, além de ser o segundo maior produtor de grafita e terras raras, com 21 milhões de toneladas.
Outros minerais críticos, como lítio, cobalto, níquel e grafite, também são de grande importância para o Brasil. A Câmara dos Deputados está analisando um projeto de lei que visa regular a exportação de minerais brutos sem processamento e criar um fundo garantidor da atividade mineral, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional.
Legislação em Debate
O projeto de lei em discussão na Câmara dos Deputados prevê a criação de um regime jurídico para minerais críticos e estratégicos, com medidas como a restrição à exportação de minerais brutos sem processamento e a criação de um fundo garantidor da atividade mineral.
O texto também inclui incentivos fiscais, como créditos de até 20% dos valores pagos pelos projetos contemplados, com um limite anual de 1 bilhão de reais entre 2030 e 2034.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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