Lula propõe tarifa sobre bens brasileiros em reunião do Mercosul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem clara ao líder dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a reunião de líderes do Mercosul realizada nesta terça – feira em Assunção, no Paraguai. Em seu discurso na ocasião, o chefe brasileiro também abordou os riscos comerciais que podem afetar produtos nacionais.
Lula citou especificamente um ponto levantado pelo governo americano — motivo para propor tarifa de 25% sobre bens brasileiros—, sugerindo ainda aos demais membros do bloco adotarem esse sistema tarifário como forma de fortalecer conjuntamente a região e sua autonomia globalmente.
Autonomia regional frente às tensões globais
Ao falar da cooperação entre as nações sul – americanas, Lula enfatizou que qualquer atuação conjunta deve ser independente. Ele alertou contra alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes por parte dos países vizinhos Ninguém é dono do mundo”, declarou o presidente brasileiro; “E ninguém é dono da América do Sul”.
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Segundo ele, nenhum país membro terá mais liberdade se depender apenas desses acordos rígidos.
A força de reação e crescimento passa pela capacidade das nações dialogarem com todos os parceiros sem abrir mão dos próprios interesses nacionais. Por isso, diversificar parcerias junto à ampliação dessa cooperação são requisitos essenciais para a região encontrar seu espaço em um cenário mundial que está sempre mudando.”
Integração financeira via Pix e combate ao crime organizado
Em busca por maior integração econômica entre o Mercosul, Lula apresentou o sistema brasileiro PIX como modelo replicável pelos demais países do bloco financeiro. O pagamento instantâneo é descrito pelo presidente como uma referência internacional de eficiência digital e inclusão financeira no Brasil.
A arquitetura desse tipo de infraestrutura pode servir tanto aos cidadãos quanto às empresas dos diversos membros. A implementação dessa unificação reduziria custos operacionais significativamente; além disso, fortaleceria diretamente todo o comércio que ocorre dentro da área do acordo econômico.”
Segurança regional: combate ao crime
Combate à criminalidade transnacional
Em outro ponto crucial em sua fala, Lula abordou a necessidade urgente de combater as ações das organizações criminosas na região. Essa declaração ocorreu após os Estados Unidos decidirem incluir PCC e CV como grupos terroristas.
O presidente defendeu uma articulação mais forte entre todos os países membros. Para isso, anunciou um investimento brasileiro significativo por tempo determinado para garantir delegados dos 12 países sul – americanos no escritório da Interpol localizado em Buenos Aires.”
Soberania mineral: minerais críticos contra o protecionismo comercial
A importância estratégica do bloco. Lula fez críticas indiretas às tarifas comerciais impostas pelos EUA ao tratar das dificuldades de integração regional diante complexos desafios econômicos globais. Ele apontou que “guerras e conflitos aprofundam instabilidade global”, elevando preços essenciais como energia e alimentos.
O resurgimento do protecionismo, segundo ele, é uma resposta falaciosa à desarmonia macroeconômica mundial. Nesse contexto difícil para os investimentos internacionais, Lula reforçou ser um momento em que o Mercosul se torna fundamental por sua necessidade estratégica.”
Recursos naturais: minerais críticos na agenda
Ao tratar dos recursos da América Latina, foram mencionadas as reservas de minerais críticos— matéria – prima vital também aos EUA. O presidente defendeu veementemente que a exploração desses ativos seja acompanhada pela expansão das cadeias produtivas com maior valor agregado.
Ele ressaltou possuir “reservas abundantes” e indispensáveis tanto à descarbonização quanto ao avanço digital. Para garantir soberania nacional é preciso desenvolver essas redes regionais em etapas mais sofisticadas do processo produtivo.”
Desafios democráticos na vizinhança
Por fim, o discurso tocou no tema da democracia globalmente ameaçada por diversas forças políticas. Lula fez referência aos eventos recentes de instabilidade política que marcaram a região nos últimos anos.
O presidente citou os novos presidentes eleitos Colômbia e Peru — além dos desafios políticos enfrentados pela Bolívia —, lembrando também tentativas anteriores como um golpe planejado contra as instituições brasileiras. Ele afirmou: “Apesar das tentativas… sobre integridade processos eleitorais”, mas destacando ainda assim em outubro quando o Brasil reafirmará sua força democrática.”
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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