Marcelo de Lucca lança visão sobre o futuro da alta gestão em 2026

A Ascensão à Alta Gestão: Desafios e Novas Tendências em 2026
A ideia tradicional de carreira executiva, frequentemente retratada como uma progressão linear de analista a CEO, está sendo desafiada. Para Marcelo de Lucca, sócio da MAIO, uma consultoria especializada em recrutamento de altos executivos, essa transição representa um “processo de provação” crucial para quem almeja cargos diretivos.
Com quase três décadas de experiência no setor, De Lucca observou diversas transformações nas empresas brasileiras, desde a crise de 2008 até a pandemia, e agora identifica uma nova variável que está redefinindo o jogo: a inteligência artificial.
Da Técnica à Mobilização de Pessoas
De acordo com De Lucca, profissionais que alcançam a média gerência são frequentemente reconhecidos por sua expertise técnica e capacidade de entregar resultados em suas áreas de atuação. No entanto, ao assumirem equipes maiores, o foco muda. O desafio passa a ser a habilidade de mobilizar pessoas, remover obstáculos e influenciar decisões, utilizando estruturas organizacionais para garantir a execução.
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Ele destaca três competências essenciais nesse processo: comunicação, influência e liderança. Essas competências se tornam mais importantes do que o conhecimento técnico em si.
Competências Essenciais para a Liderança
A liderança, na visão de De Lucca, vai além da gestão da equipe direta. Envolve liderar lateralmente, influenciar superiores, gerir stakeholders e construir uma reputação sólida dentro e fora da organização. A adaptabilidade surge como uma competência central, transcendendo a simples flexibilidade.
Além disso, a resiliência – a capacidade de enfrentar e superar ciclos difíceis sem comprometer a tomada de decisões – se torna fundamental, dada a constante mudança no ambiente corporativo.
Mentores e Sponsors: Pilares da Transição
De Lucca enfatiza a importância de buscar mentores que já tenham passado pela transição da média gestão para a alta liderança. Esses mentores podem oferecer insights valiosos sobre os desafios e as melhores práticas. Além disso, ele destaca a figura do “sponsor”, um profissional influente que pode abrir portas e defender o nome de um executivo em discussões de sucessão e projetos estratégicos.
A tendência de rejuvenescimento da alta liderança também é notada, com CEOs mais jovens ganhando espaço, impulsionada por mudanças culturais e geracionais.
A Complexidade da Liderança Multigeracional
As empresas contemporâneas frequentemente lidam com a coexistência de três ou quatro gerações de trabalhadores. Essa dinâmica multigeracional torna a liderança mais complexa e estratégica. Para De Lucca, a chave é extrair o melhor de cada geração, conectar perfis diferentes e criar uma dinâmica produtiva entre profissionais com expectativas distintas.
Quem consegue fazer isso ganha exposição, amplia sua influência e pode acelerar sua própria carreira. Em última análise, a trajetória até a alta liderança depende de uma combinação de competências técnicas, comportamentais e adaptativas.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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