Martha Ann Lillard morre aos 78 anos usando “pulmão de aço

Martha Ann Lillard faleceu aos 78 anos, marcando um fim notável para quase sete décadas usando “pulmão de aço”.

15/07/2026 15:19

3 min

marthaannlillard
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Martha Ann Lillard faleceu aos 78 anos após utilizar equipamentos complexos que garantiam sua respiração durante toda uma vida.

Apontada pelos familiares como possivelmente a pessoa mais recente dos EUA dependente desse tipo específico de suporte respiratório — chamado “pulmão de aço” —, ela morava em Shawnee, no estado de Oklahoma.

Uma longa jornada com apoio mecânico

Lillar utilizou um respirador mecânico há pouco mais de setenta anos na sua existência. A necessidade do aparelho surgiu quando contraiu poliomielite ainda criança, tendo cinco anos e o episódio ocorreu nos Estados Unidos em 1953.

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Na época da infecção por pólio, dois anos antes mesmo que as vacinas começassem a ser aplicadas nacionalmente para conter a doença. Como resultado direto dessa condição inicial, Lillard ficou parcialmente paralisada; ela passou a depender apenas dos cerca de 25% de capacidade pulmonar considerados normais no corpo humano atual.

O funcionamento complexo do “pulmão de aço”

Este equipamento é um respirador mecânico especial conhecido como pressão negativa, pois envolve quase todo o tronco e ajuda na expansão natural dos pulmões ao alterar a pressão em torno do tórax. Ele foi amplamente usado durante os períodos das epidemias da poliomielite até meados do século XX.

Com avanços nos ventiladores modernos e com maior cobertura vacinal contra pólio, seu uso diminuiu drasticamente para níveis praticamente inexistentes hoje. Apesar dessas limitações impostas pela doença original, Lillard conseguiu retornar à sua casa após passar cerca de seis meses hospitalizada no início; ela manteve esse aparelho pelo restante de seus dias porque ele lhe proporcionava conforto ideal e permitia que respirasse adequadamente na prática.

Desafios diários: manutenção em meio a crises

Ao longo dos anos mais recentes da vida dela foram desenvolvidas síndromes pós – polióicas. Posteriormente, o quadro foi agravado por uma condição chamada Covid longa, fazendo com que seu uso do equipamento se tornasse constante durante todo tempo.

Em entrevistas anteriores sobre suas dificuldades cotidianas para manter tudo funcionando, os familiares relataram como era preciso recorrer geradores quando ocorriam tempestades ou até mesmo tornados; esses eventos causavam interrupções no fornecimento de energia elétrica essencial à máquina.

Além disso, ela também mencionava publicamente tanto a escassez quanto componentes necessários e as grandes dificuldades em encontrar técnicos qualificados capazes de realizar reparos complexos na estrutura antiga da década de 1940. Após o falecimento de Paul Alexander — conhecido internacionalmente por “o homem do pulmão de aço” —, que havia contraído pólio infantil há mais de sete décadas utilizando equipamento similar nos EUA (em março de 2024), Martha Ann Lillard foi reconhecida como uma das últimas usuárias conhecidas desse suporte vital mecânico naquele país.

Apesar dos desafios respiratórios severos, mesmo com todas essas limitações físicas impostas pela doença grave inicial, ela conseguia manter atividades diárias; gostava muito de pintar quadros e também cuidar de cães pertencentes à raça beagle.

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