Médicos em Crise: Alarme do ENAMED Revela Falta de Qualificação e Ameaça à Vida!

Brasil enfrenta crise na formação médica? Enamed revela que 33% de médicos não passaram em exame crucial. Qual a sua confiança? Saiba mais!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Você confiaria a vida do seu filho, da sua mãe ou do seu pai a um médico que não conseguiu demonstrar conhecimento mínimo em uma prova básica de medicina? A pergunta parece dura, quase injusta. Mas ela se impõe quando olhamos para os dados do ENAMED, Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porque, no fim, não é sobre prova. É sobre confiança.

O Impacto da Estatística na Realidade

O Enamed não foi criado para constranger médicos nem para humilhar quem está na ponta. Ele existe para medir algo muito simples: a qualidade real do ensino médico oferecido no país. E o que ele revelou deveria constranger mais o sistema do que o aluno.

LEIA TAMBÉM!

Cerca de 33% dos médicos avaliados não passaram na prova, mesmo já tendo CRM e atuando.

A Vulnerabilidade no Atendimento de Emergência

Há também um impacto psicológico pouco discutido. O momento de urgência em saúde é, por definição, um momento de vulnerabilidade. O paciente chega fragilizado, com medo, buscando alguém que oriente decisões difíceis quando ele próprio não consegue pensar com clareza.

Quando essa segurança se rompe, o efeito não é apenas clínico. É emocional. A insegurança no atendimento aumenta ansiedade, sensação de desamparo e perda de controle.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um Sistema em Crise

Quando alguém entra em um pronto-socorro, não quer saber se a faculdade economizou em laboratório, se faltou preceptor ou se o curso abriu rápido demais. Quer saber se vai sair vivo. Quer saber se, diante de uma parada cardiorrespiratória, alguém vai tentar ressuscitar ou apenas estender a manta depois do óbito, como vimos recentemente em um caso que chocou o país.

Desafios e Soluções Questionáveis

O problema não é o aluno. O problema é o sistema que autorizou essa formação. Hoje, o Brasil tem 351 cursos de medicina, quase o dobro do número existente nos Estados Unidos, mesmo com população menor e uma rede hospitalar muito mais desigual.

Ainda assim, 30% desses cursos foram reprovados pelo MEC. Apenas 49 universidades conseguiram atingir a nota máxima. Do outro lado, entre instituições privadas com fins lucrativos, 60% não alcançaram nem o mínimo exigido. Curso sem hospital escola.

Curso sem campo de prática. Curso sem supervisão adequada. Isso não forma médico. Forma diploma.

Conclusão: A Necessidade de Ações Mais Robustas

Diante desse cenário, surge a chamada OAB da medicina. Um exame final que condiciona o CRM à aprovação. Parece firme. Parece responsável. Parece ação. Mas vamos ser honestos? É a saída mais confortável. Ela cria uma barreira para o aluno, mas não fecha faculdade ruim.

Não impede cursos sem hospital escola. Não responsabiliza quem lucrou formando mal. A instituição continua faturando, o mercado de cursinhos preparatórios cresce e a culpa é terceirizada para quem já foi prejudicado pela formação. Fechar curso dá conflito.

Rever autorizações mexe com interesses econômicos gigantescos. Criar uma OAB médica transfere a responsabilidade e “resolve” o problema… no discurso. Politicamente, é mais fácil. Tecnicamente, é insuficiente. Eticamente, é discutível.

Sair da versão mobile