Mercado Livre investe em tecnologias para reduzir emissões ambientais

A pandemia da covid-19 forçou uma transformação massiva no setor logístico do Mercado Livre, elevando sua operação — mas também seu impacto ambiental. Em 2022, as emissões atingiram um patamar significativo de 1,7 milhão toneladas equivalentes de dióxido de carbono (CO₂e), representando alta em relação ao ano anterior.
Cinco anos após o pico pandêmico e com forte crescimento comercial projetado até 2025, a estratégia para reduzir essa pegada deixou de focar apenas na eletrificação. A empresa passou a combinar diversas tecnologias sustentáveis – como veículos elétricos, etanol, biometano e gás natural veicular (GNV) — junto à otimização por inteligência artificial nas rotas operacionais.
Da frota única aos combustíveis mistos
O aumento acelerado do comércio eletronico durante os períodos de isolamento social fez o Mercado Livre reconhecer que depender somente da substituição dos carros não seria suficiente para acompanhar seu ritmo operacional crescente em toda América Latina.
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Por isso, desenhou uma estratégia mais abrangente baseada na realidade infraestrutural específica de cada país ou rota comercial.
“Não existe solução única”, explica Rodrigo Brito, gerente sênior de Sustentabilidade Ambiental no mercado latino americano e responsável pela análise estratégica. Ele ressalta que a complexidade logística exige um desenho tecnológico adaptável às dinâmicas urbanas distintas das rotas longas entre países diferentes.”
Integração tecnológica com ganhos operacionais
Hoje, o foco da companhia é integrar sustentabilidade diretamente à eficiência operacional. A frota em baixa emissão na América Latina já soma 17,5 mil veículos; desses números totais, mais de 4,5 mil são elétricosenquanto cerca de13 mil utilizam combustíveis alternativos como etanol e biometano.
No Brasil — onde se concentra quase metade do negócio logístico —, a estratégia tem sido ampliar significativamente o uso de etanol tanto no início quanto ao final das entregas (última milha). Segundo dados internos divulgados pela empresa, esses biocombustíveis têm potencial para reduzir entre 65% e até 95% as emissões em comparação com diesel ou gasolina.
Otimização da cadeia: além dos veículos
A redução de impacto ambiental não depende apenas da substituição veicular; ela passa por otimizar processos antes mesmo do transporte ocorrerem na última etapa. Por exemplo, o programa Shipping in Own Container (SIOC) permite enviar itens usando a própria embalagem original do fabricante sempre que possível.
“Buscamos reduzir emissões até antes do movimento acontecer”, explica Brito sobre essa iniciativa crucial para diminuir resíduos e materiais. Além disso, 51% dos centros logísticos ou escritórios já são abastecidos com fontes renováveis como energia solar.”
Resultados de crescimento sustentável
Apesar da expansão contínua — o Mercado Livre inaugurou 32 grandes centrais em 2025 e desenvolveu mais de **65 projetos na rede—, a empresa tem conseguido manter um foco crescente no monitoramento não do volume total absoluto das emissões. Em vez disso, ela acompanha principalmente a intensidade dessas emissões por entrega.
“Desde que iniciamos essa jornada pós pandemia, conseguimos evitar aproximadamente 32 mil toneladas CO₂ equivalente apenas com as iniciativas já implementadas nas áreas de mobilidade,” afirma Brito sobre os resultados até agora. A companhia também realiza anualmente seu inventário seguindo o GHG Protocol (três escopos) para garantir precisão nos dados da cadeia logística e busca desacoplar crescimento operacional desse aumento proporcional em gases poluentes.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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