Mercosul em crise: Redução tarifária na carne bovina abre caminho para disputas acirradas

Redução tarifária da carne bovina: Mercosul em crise? Novas regras podem impulsionar exportações, mas disputas ameaçam o setor.

06/05/2026 13:28

2 min

Mercosul em crise: Redução tarifária na carne bovina abre caminho para disputas acirradas
(Imagem de reprodução da internet).

Redução Tarífaria da Carne Bovina: Oportunidades e Desafios no Mercosul

A partir de 1º de maio, uma nova regra de origem deve impulsionar significativamente as exportações de carne bovina brasileira. Essa mudança, que visa reduzir as tarifas de importação da União Europeia, abre espaço para ganhos substanciais no setor.

No entanto, especialistas alertam que a incerteza interna e as disputas de cotas dentro do Mercosul podem minar o potencial desses benefícios, conforme aponta Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Antes da implementação da nova regra, o Brasil enfrentava tarifas elevadas que, em alguns cortes nobres, chegavam a quase 30% e, em outros produtos, ultrapassavam 147%. Com a redução tarifária em vigor, essas tarifas podem diminuir drasticamente, variando de 7,5% a 0%, gerando uma oportunidade considerável para o setor. “É uma margem de dinheiro que pode ser aproveitada”, ressalta Perosa.

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Disputas pelas Cotas do Mercosul

Apesar do cenário promissor, a forma como as cotas de importação da carne bovina serão distribuídas entre os países do Mercosul se tornou um ponto de grande tensão. O Paraguai, responsável por cerca de 2% a 2,5% das exportações do bloco para a Europa, tem reivindicado uma cota de 25%, o que Perosa considera inviável.

Segundo ele, a divisão das cotas deveria ser baseada em critérios técnicos, como a capacidade produtiva e o histórico de exportações de cada país.

Controle das Cotas e Poder de Negociação

Outra preocupação levantada por Perosa é a questão de quem controlará o uso das cotas. Caso o Mercosul não consiga chegar a um acordo interno, o controle da importação provavelmente passará a ser exercido pelos importadores europeus. Isso poderia reduzir o poder de negociação dos exportadores brasileiros, que poderiam ter suas margens de lucro reduzidas pelo comprador europeu. “O importador pode querer capturar uma parte dessa margem”, explica Perosa.

Nesse contexto, parte do ganho obtido com a redução tarifária poderia ser transferida ao comprador europeu, impactando negativamente a rentabilidade do setor brasileiro.

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