Michel Haddad Explica: Frutas Não São Superior para Futebol no Brasil

O hábito de consumir frutas antes dos jogos é comum no futebol profissional e chamou atenção recentemente após o aparecimento do atacante brasileiro na Seleção Brasileira consumindo um tipo diferente daquela vista em clubes como o Real Madrid.
Essa cena levanta uma dúvida natural: existe alguma fruta que seja cientificamente superior para ser ingerida momentos antes das partidas? Segundo especialistas, não há evidências científicas apontando qualquer fruto específico com desempenho melhor comparado aos demais opções disponíveis nos vestiários.
A ciência por trás da alimentação pré – jogo
De acordo com a UEFA Expert Group Statement on Nutrition in Elite Football (Declaração de Grupo Especialista Nutricional), o foco principal deve estar sempre na garantia do alto nível de disponibilidade de carboidratos no atleta. Esse nutriente é considerado o combustível primário durante os jogos, modalidade física intensa e exigente que demanda ações repetidas como saltos, acelerações ou mudanças rápidas de direção — típicos dos sprints futebolísticos.
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Durante uma partida completa, estima – se que entre 60% e 70% da energia total utilizada pelo corpo venha justamente desses carbohidratos; por isso, esse elemento recebe tanta atenção nos planos nutricionais das equipes esportivas em geral.
Nesse contexto, as frutas são frequentemente vistas nas mesas do vestiário porque cumprem várias funções: fornecem carboidrato rapidamente absorvível. Além disso, costumam ser práticas para o atleta consumir no meio da correria pré – jogo e apresentam boa digestibilidade intestinal, ajudando a complementar estrategicamente os estoques de glicogênio antes mesmo dos apitos iniciais.
A estratégia deve seguir um plano individualizado
Seja abacaxi, banana, maçã ou uva; na prática, não há superioridade nutricional entre elas em termos absolutos. O benefício que cada fruta oferece é muito similar aos demais itens citados nos vestiários profissionais. Michel Haddad– Nutricionista (CRN reforça o entendimento de que a escolha do alimento depende mais da quantidade exata de carboidratos necessária para aquele atleta específico e também se relaciona com sua tolerância gastrointestinal.
O consenso científico aponta ainda outro ponto crucial: qualquer estratégia alimentar deve ser profundamente individualizada. Não existe um único tipo de nutriente ou comida obrigatória válida universalmente; aquilo que funciona perfeitamente em determinado jogador pode causar desconforto digestivo, por exemplo, em outra pessoa devido à cultura pessoal ou simplesmente pela preferência alimentícia. A recomendação é priorizar uma abordagem chamada “food first”, utilizando alimentos reais como base nutricional principal e só recorrer a suplementos quando for estritamente necessário na rotina esportiva do atleta.
Portanto, antes de buscar alguma fruta “mágica” para o pré – jogo — seja ela qual fosse —, vale lembrar: o melhor suprimento energético será aquele capaz de abastecer os estoques musculares com carboidratos suficientes. Ele precisa ser bem tolerado pelo corpo que vai competir no dia e deve se encaixar perfeitamente nos trâmites logísticos da equipe em questão.
No fim das contas, um planejamento alimentar consistente é muito mais determinante quanto ao desempenho físico total do jogador.”
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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