Ministério da Saúde inicia projeto com Semaglutida no SUS em Porto Alegre

O Ministério da Saúde deu início nesta sexta – feira, dia 26, a um projeto piloto em Porto Alegre com foco na oferta de semaglutida para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é o princípio ativo das chamadas terapias e está sendo testado inicialmente no hospital onde foi lançado.
A iniciativa faz parte do estudo Real – Bari, que visa disponibilizar gratuitamente o tratamento medicamentoso para até 250 pessoas diagnosticadas com obesidade grave, acompanhadas pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), localizado na capital gaúcha.
Objetivos clínicos da nova terapia
O programa ocorre ainda numa fase experimental. Ele se insere em um esforço maior pela avaliação contínua de novas abordagens terapêuticas dentro dos limites do sistema público brasileiro.
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Especificamente, a medicação é direcionada aos pacientes aguardando cirurgia bariátrica e cuja principal necessidade clínica envolve uma redução significativa de peso antes que seja possível realizar o procedimento invasivo.
Os objetivos deste estudo vão além apenas medir quilos perdidos; ele busca analisar os efeitos clínicos gerais, calcular custos operacionais detalhados e determinar a viabilidade dessa incorporação da terapia ao SUS no longo prazo.
Pioneirismo nacional em tratamento
“O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde”, destacou durante o evento um ministro do Ministério. Ele ressaltou ainda que, embora neste primeiro momento semaglutida tenha grande importância para tratar diabetes e obesidade, seu uso pode se expandir também outras doenças crônicas ou até mesmo ser aplicado como suporte terapêutico contra cânceres.”
Durante todo período previsto — dois anos —, os pesquisadores acompanharão indicadores vitais dos participantes. Serão monitoradas a perda ponderal total, melhorias na qualidade de vida geral, resultados laboratoriais específicos, condições físicas após procedimentos cirúrgicos planejados e todos os custos associados ao tratamento.
Critérios de participação no estudo
Para fazer parte da pesquisa Real – Bari é preciso cumprir requisitos rigorosos estabelecidos pelo GHC. O paciente deve estar sob acompanhamento do hospital há um mínimo de um ano completo para participar.
Além disso, o participante precisa comprovar que tentou tratamentos clínicos tradicionais — como dieta restrita ou atividade física —, mas não obteve resultado satisfatório por período contínuo de dois meses em diante.
Outro ponto fundamental na seleção dos pacientes envolve a capacidade prática: seja ele próprio capaz de aplicar os medicamentos sem ajuda externa (de forma autônoma) ou contar com apoio constante e dedicado de algum cuidador durante todo o processo.”
Dados sobre obesidade no GHC
Os dados do hospital local apontam um quadro significativo. Segundo informações divulgadas pela instituição, 91% da população estudada apresenta uma manifestação mórbida da doença associada à obesidade.
Desses casos graves, cerca de 47% possuem condições clínicas que permitem considerar para realizar cirurgia bariátrica na unidade.
Neste contexto clínico geral em Porto Alegre, a hipertensão arterial foi identificada como sendo a principal comorbidade encontrada entre os pacientes acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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