Ministério Público Nega Delação Premiada em Caso de Empresários Foragidos

Ministério Público derruba negociação de delação premiada em caso bilionário! “Primo” e “Beto Louco” foragidos e investigados por esquemas criminosos. Saiba

25/05/2026 13:52

3 min

Ministério Público Nega Delação Premiada em Caso de Empresários Foragidos
(Imagem de reprodução da internet).

Ministério Público Nega Delação Premiada em Caso de Empresários Foragidos

O Ministério Público de São Paulo decidiu não avançar com a proposta de delação premiada apresentada por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, no âmbito da Operação Carbono Oculto.

A investigação, que apura um esquema bilionário envolvendo sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no setor de combustíveis, foi interrompida devido à avaliação de que as provas apresentadas não atendiam aos critérios mínimos para formalização do acordo.

Ambos os empresários estão foragidos desde agosto de 2025, com indícios de que se encontram fora do Brasil.

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Falta de Evidências Concretas

Segundo informações divulgadas, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, rejeitou a delação por considerar que os investigados omitiram informações cruciais, como conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e detalhes sobre o esquema de lavagem de dinheiro.

A colaboração não apresentou elementos que comprovassem a participação de políticos ou magistrados, limitando-se à menção a um juiz já processado pelo próprio Ministério Público. A complexidade do caso, com movimentações financeiras que poderiam chegar a R$ 8 bilhões, intensificou a busca por informações mais precisas.

Negociações Estagnadas e Perspectivas Futuras

As negociações para um acordo de delação premiada vinham sendo tentadas desde o ano passado, com recusas iniciais da Procuradoria-General da República e da Polícia Federal. Em São Paulo, a questão foi encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça, que conduziu as tratativas.

Apesar de avanços iniciais, as conversas ficaram paralisadas nos últimos meses, em parte devido à falta de novidades relevantes nas investigações. O Ministério Público, no entanto, não descarta a possibilidade de um novo acordo, caso os empresários apresentem provas mais robustas e detalhem a estrutura do esquema criminoso.

Rejeição Anterior e Objetivo da Investigação

A proposta já havia sido rejeitada anteriormente pelo Ministério Público do Estado do Piauí, que também apontou a ausência de elementos suficientes para dar continuidade às negociações. O objetivo das autoridades é obter informações mais detalhadas sobre a atuação de uma organização criminosa estruturada, voltada à prática de fraudes no setor de combustíveis e à ocultação de patrimônio.

A Operação Carbono Oculto, considerada a maior operação do tipo já realizada no país, busca esclarecer as conexões entre os investigados e o suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. A investigação se concentra em documentos, mensagens, gravações e registros de pagamentos que indicam repasses de mais de R$ 400 milhões a autoridades entre 2022 e 2024.

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