Ministro do STF e Ator Causam Polêmica com Curso sobre Masculinidade

Ministro do STF critica cursos sobre masculinidade e faz contraponto a Juliano Cazarré. Saiba mais!

09/06/2026 19:34

3 min

Ministro do STF e Ator Causam Polêmica com Curso sobre Masculinidade
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro do STF e Críticas a Curso sobre Masculinidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, manifestou-se contra cursos que, em sua visão, visam “ensinar homens a serem homens”. A declaração foi feita durante a sessão plenária do STF na quinta-feira (14), no contexto do julgamento da lei de igualdade salarial, que teve seu início de análise na quarta-feira (13).

Dino associou esses cursos ao movimento “red pill”, uma referência ao filme “Matrix” que descreve discursos que defendem a ideia de que homens estariam sendo “escravizados” pelas mulheres, utilizando a “pílula da verdade” para compreendê-lo.

O ministro destacou a existência de “desafios gigantescos” relacionados ao papel da mulher na sociedade, citando a pandemia de estupros e feminicídios, além da proliferação de discursos misóginos, tanto online quanto fora da internet. Ele enfatizou a importância de abordar essa pauta de forma direta.

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Curso de Juliano Cazarré e Reações

O ator Juliano Cazarré também se manifestou sobre o tema, lançando o curso “O Farol e a Forja”, com o objetivo de ajudar homens a entenderem seus próprios sentimentos e as dinâmicas sociais que os afetam. Cazarré criticou uma sociedade que, segundo ele, desvaloriza a figura masculina.

O evento, programado para os dias 24, 25 e 26 de julho, gerou críticas e reações negativas em suas redes sociais.

Em uma entrevista à Globonews, em maio, Cazarré afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”, contextualizando a discussão sobre educação e o papel dos homens na sociedade. Essa declaração foi feita logo após o lançamento do seu curso.

Julgamento da Lei de Igualdade Salarial no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na quarta-feira, o julgamento sobre a constitucionalidade da lei que garante a igualdade salarial entre homens e mulheres. O plenário está analisando três ações: uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC), protocolada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), para garantir a aplicação da lei, e duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), impetradas pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) e pelo Partido Novo contra a norma.

A sessão de quarta-feira foi dedicada às sustentações das partes envolvidas nos processos, com votos dos ministros proferidos na sessão desta quinta-feira. A lei de igualdade salarial foi sancionada pelo presidente Lula (PT) em julho de 2023, alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para obrigar as empresas a pagar multas em caso de discriminação salarial por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.

A lei também determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 empregados.

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