Moraes nega arquivamento contra ex-ministros: o que muda no inquérito?

Moraes nega arquivamento de inquérito sobre ex-ministros! O que envolve lavagem de dinheiro e contratos simulados? Saiba os detalhes da decisão do STF.

23/04/2026 10:46

2 min

Moraes nega arquivamento contra ex-ministros: o que muda no inquérito?
(Imagem de reprodução da internet).

Moraes Nega Arquivamento de Inquérito Contra Ex-Ministros

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou nesta quarta-feira, dia 22, um pedido de arquivamento referente a um inquérito que investiga o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão Lúcio Vieira Lima. A apuração foca em alegações de lavagem de dinheiro.

As investigações apontam para a simulação de um contrato de locação de maquinário agrícola, voltado à fazenda da família, além da suposta falsificação de transações de compra e venda de gado.

Trajetória Processual e Decisões Judiciais

O caso teve um histórico complexo. Em 2019, quando Geddel já não estava no exercício de mandato, Moraes havia determinado o envio do processo à Justiça Federal do Distrito Federal, seguindo o entendimento do STF sobre o foro privilegiado na época.

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Posteriormente, após a Corte promover a extensão do foro em 2025, o ministro determinou o retorno dos autos à sua jurisdição. Essa movimentação processual foi um ponto central na disputa judicial.

Argumentos dos Investigados e Rejeição do Pedido

Geddel, Lúcio e outros envolvidos solicitaram o arquivamento do inquérito. Eles basearam seu pedido no fato de que o caso decorre da Operação Cui Bono, que já teria sido declarada nula com trânsito em julgado pelo TRF-1.

Ao rejeitar o pleito, Moraes foi enfático ao afirmar que a investigação segue um trâmite regular. Ele ressaltou que diversas diligências já foram realizadas e que um relatório da Polícia Federal ainda precisa ser apresentado.

Andamento e Próximos Passos

O ministro considerou que encerrar o processo neste momento seria “absolutamente prematuro”. Ele esclareceu que os autos estão atualmente com o Ministério Público Federal, órgão responsável por eventual denúncia contra os envolvidos.

Além disso, Moraes fez questão de alertar que não é prerrogativa dos investigados tentar pautar ou determinar o andamento da atividade investigativa.

Conclusão sobre a Investigação

A decisão reforça que o processo segue em curso dentro da legalidade, com órgãos competentes, como o Ministério Público Federal, acompanhando cada etapa. O foco permanece na apuração dos fatos levantados.

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