Mulheres enfrentam dificuldades no retorno ao mercado de trabalho após interrupções por maternidade. Estudo revela desigualdade e impacto econômico no Brasil.
As interrupções na trajetória profissional continuam sendo vistas como decisões individuais, mas os dados recentes revelam um quadro mais complexo. No Brasil, homens e mulheres interrompem suas carreiras por motivos distintos, porém, o impacto no retorno ao mercado de trabalho não é equivalente, especialmente para as mulheres.
Uma pesquisa realizada em 2025 pela Be Back Now, em parceria com a NOZ Inteligência, investigou os fatores que levam profissionais a interromper suas carreiras, além de medir o tempo e as condições de retorno ao trabalho após esses períodos.
Os resultados da pesquisa apontaram que as consequências das pausas na carreira se estendem muito além do tempo de afastamento, gerando desvantagens que persistem para as mulheres. A pesquisa identificou diferenças significativas nos motivos que levam os indivíduos a interromper suas carreiras, refletindo desigualdades no mercado de trabalho.
Entre as mulheres entrevistadas, a maternidade foi o principal motivo para a interrupção da carreira, representando 28,8% dos casos. Além disso, questões relacionadas à saúde mental e ao cuidado de familiares também foram frequentemente citadas.
Em contraste, entre os homens, o desemprego foi a razão central para a interrupção, seguido por tentativas de empreender. A CEO e fundadora da Be Back Now, Tetê Baggio, destacou que essa diferença reflete a divisão desigual do trabalho de cuidado no país, influenciando diretamente o retorno ao mercado após as pausas.
A desigualdade se acentua após a interrupção. Dados indicam que mulheres são cinco vezes mais propensas do que homens a deixar o mercado de trabalho após a chegada dos filhos. Além disso, uma parcela considerável permanece fora do emprego formal por três anos ou mais.
Em comparação, homens tendem a retornar ao trabalho em menos tempo, mesmo quando a pausa ocorre por desemprego.
Quanto maior o período de afastamento, maiores as dificuldades para retornar. A perda de vínculos profissionais, a percepção de defasagem de competências e o estigma em torno de trajetórias não lineares dificultam a reinserção. Essas barreiras afetam de forma mais intensa as mulheres que pausaram suas carreiras por responsabilidades familiares, impactando não apenas a recolocação imediata, mas também os rendimentos futuros, as contribuições previdenciárias e o acesso a cargos de liderança.
Dados do IBGE, analisados pela NEWA, revelam que mais de 11 milhões de mulheres estão fora da força de trabalho no Brasil devido a responsabilidades domésticas e familiares, representando uma perda de renda individual e uma redução do potencial produtivo do país.
As pausas na carreira, portanto, deixam de ser um tema privado e adquirem um impacto macroeconômico significativo. Embora homens também enfrentem dificuldades após interrupções por desemprego, a evidência demonstra que eles tendem a se recolocar em menos tempo e com menor impacto de longo prazo.
Analisar as pausas na carreira como um fenômeno estrutural é crucial. A pesquisa “Pausa na Carreira 2025: o cenário do mercado de trabalho brasileiro” oferece uma análise aprofundada sobre o tema.
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