NDRC endurece controle sobre tecnologia chinesa e mira Meta, Google

A National Development and Reform Comission (NDRC), criada em 1952 durante o governo de Mao, está intensificando sua atuação como guardião do ecossistema tecnológico de Pequim. Essa mudança estratégica se manifesta em um ritmo acelerado de regulação, buscando proteger a capital chinesa de investimentos estrangeiros que possam comprometer o desenvolvimento interno.
Um exemplo recente foi a ordem para que a NDRC revogasse a aquisição de US$ 2 bilhões da Manus, uma startup chinesa que havia se transferido para Singapura.
Investigação e Preocupações da NDRC
A investigação sobre a aquisição da Manus começou em janeiro e, antes da conclusão, o Financial Times já havia reportado que a Comissão de Segurança Nacional da China havia classificado a transação como uma “conspiração”. A preocupação central da NDRC era que a aquisição e a transferência de conhecimento da Manus visavam reduzir o poder tecnológico da China.
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Zhan Kai, sócio do escritório Yuanda, enfatizou que o cenário atual das negociações globais impulsiona a busca do país asiático por maior controle sobre cadeias de suprimentos, minerais essenciais e tecnologias cruciais.
O Caso Manus e o Impacto na Meta
O caso da Manus se tornou um ponto de atenção devido à sua relação com a Meta. O Wall Street Journal reportou que a Meta planeja seguir o processo de desinvestimento da startup de IA, com investidores e ex-investidores colaborando com a empresa de Singapura para concluir o acordo, que deve levar algumas semanas.
A NDRC utilizou o caso da Manus para reforçar as regras de investimento estrangeiro, exigindo que empresas desfaçam acordos que violem as regulamentações locais.
Ampliação da Atuação da NDRC
Além do caso Manus, a NDRC tem expandido sua atuação, direcionando instruções para gigantes como ByteDance e Alibaba, para que substituam chips comprados da Nvidia em favor de marcas domésticas como Huawei. A agência também ordenou que empresas de navegação europeias deixassem de operar em portos do Canal do Panamá, após a expulsão de um grupo de Hong Kong dos terminais.
A NDRC coordena recursos entre diversos ministérios para avançar em tecnologias críticas de semicondutores.
Conclusão: Uma Nova Era de Controle
O caso da Manus e as ações subsequentes da NDRC indicam uma nova fase na política econômica da China, caracterizada por um controle mais rigoroso sobre investimentos estrangeiros e tecnologias consideradas estratégicas. A agência busca proteger o desenvolvimento interno do país, moldando as estratégias de empresas e startups, e consolidando seu papel como o principal guardião do ecossistema tecnológico de Pequim.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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