Salário não basta! Catho 2026 revela: equilíbrio vida/trabalho e benefícios definem carreira. Saiba o que muda no mercado!
Embora o salário ainda seja relevante, ele não é mais o único critério decisivo para os trabalhadores brasileiros. Segundo a Pesquisa de Tendências 2026 da Catho, quase 60% dos profissionais consideram o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como o fator mais importante ao avaliar ou recusar uma oferta de emprego.
Os benefícios oferecidos pelas empresas estão ganhando um peso significativo nessa balança. Há uma insatisfação crescente com o que o mercado corporativo tem apresentado. Um levantamento da Pesquisa de Benefícios 2025 aponta que 43% dos profissionais sentem que o pacote de benefícios atual não atende às suas reais necessidades.
O perfil do que os trabalhadores esperam está em transformação. Modelos de trabalho flexíveis, além de participação nos lucros e bônus para viagens, passaram a fazer parte da lista de desejos.
Outros itens que ganharam destaque incluem antecipação salarial, cartões multibenefícios e plataformas que oferecem descontos e programas de cashback. Essas são as novas referências ao ponderar uma proposta ou considerar uma mudança de emprego.
Para Antonio de Faria, vice-presidente da Vólus, empresa atuante em cartões de benefícios e despesas corporativas, essa movimentação sinaliza uma mudança de patamar no mercado. Ele afirma que os benefícios deixaram de ser meros complementos.
“Eles passaram a ser um dos principais critérios na decisão de permanecer ou trocar de emprego”, comenta Faria. Segundo ele, quando a empresa oferece soluções realmente diferenciadas, o impacto vai além da satisfação momentânea.
O cuidado com a saúde física e emocional é outro aspecto que ganha espaço nos pacotes de benefícios. Descontos em academias, acesso a psicólogos e programas de mindfulness deixaram de ser diferenciais e se tornaram expectativas comuns.
Contudo, a oferta ainda não acompanha essa crescente demanda. Um relatório da Betterfly, intitulado BetterWork, indica que apenas 30% das empresas disponibilizam hoje esse tipo de suporte integral aos colaboradores.
Do ponto de vista das empresas, investir em benefícios mais abrangentes traz ganhos operacionais notáveis. Antonio de Faria ressalta que pacotes mais estruturados auxiliam no controle da distribuição de recursos e diminuem custos com retrabalho administrativo.
Ele conclui que essa evolução aproxima o benefício da gestão de pessoas. O movimento, portanto, transcende uma simples tendência de mercado, indicando uma reconfiguração profunda na maneira como trabalhadores e empresas entendem a relação de trabalho.
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