Ciência e Espaço

O telescópio James Webb tira fotos incríveis de 19 galáxias


O telescópio James Webb tira fotos incríveis de 19 galáxias
(Foto Reprodução da Internet)

Novas imagens capturadas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) mostram, em notáveis detalhes, 19 galáxias espirais relativamente próximas da nossa Via Láctea. Essas imagens oferecem novas pistas sobre a formação das estrelas, além da estrutura e evolução galácticas.

As imagens foram divulgadas hoje por um grupo de cientistas que faz parte de um projeto chamado Phangs. Esse projeto usa observatórios astronômicos importantes para fazer medições detalhadas em galáxias próximas.

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A galáxia mais próxima é a NGC5068, que fica a cerca de 15 milhões de anos-luz da Terra. A galáxia mais distante é a NGC1365, que está aproximadamente a 60 milhões de anos-luz de distância. Um ano-luz é igual a 9,5 trilhões de quilômetros, que é a distância percorrida pela luz em um ano.

As galáxias espirais são muito comuns e se parecem com grandes cata-ventos. A nossa galáxia, a Via Láctea, é uma dessas galáxias.

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O Telescópio Espacial James Webb foi lançado recentemente e já está coletando dados. Ele nos ajuda a entender melhor o início do universo e nos presenteia com incríveis fotos dos cosmos. O observatório utiliza principalmente a tecnologia infravermelha para observar o universo.

As novas observações foram efetuadas pela Câmera Quase-Infravermelha (NIRCam) do Webb e pelo Instrumento de Infravermelhos Médios (Miri). Eles mostram aproximadamente 100.000 bolsões de estrelas e milhões ou talvez bilhões de estrelas individuais.

“Esses dados são importantes porque eles nos dão uma nova visão da fase inicial da formação estelar”, disse o astrônomo da Universidade de Oxford, Thomas Williams, que liderou o processamento de dados das imagens da equipe.

“As estrelas nascem nas profundezas de nuvens de poeira que bloqueiam completamente a luz nos comprimentos de onda visíveis ? ao que o Telescópio Espacial Hubble é sensível ?, mas essas nuvens iluminam-se nos comprimentos de onda do James Webb. Não sabemos muito sobre essa fase, nem sequer quanto tempo dura na verdade, e por isso esses dados serão vitais para entender como as estrelas começam suas vidas nas galáxias”, continuou Williams.

Cerca de metade das galáxias espirais têm uma estrutura reta no centro, chamada de barra, onde os braços espirais estão ligados.

Segundo Williams, acreditamos que as galáxias crescem de dentro para fora. Os braços espirais movem o gás para formar estrelas, enquanto as barras direcionam esse gás para o buraco negro central da galáxia.

As imagens permitem que os cientistas distinguem pela primeira vez a estrutura das nuvens de poeira e gás das quais estrelas e planetas se formam em alto nível de detalhe. Isso pode ser feito em galáxias além da Grande Nuvem de Magalhães e da Pequena Nuvem de Magalhães, que são consideradas satélites galácticos da Via Láctea.

“As imagens não são apenas esteticamente espantosas, elas também contam uma história sobre o ciclo de formação e feedback da estrela, que são a energia e o impulso libertados por jovens estrelas ao espaço entre estrelas”, disse a astrônoma Janice Lee, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial em Baltimore, principal investigadora dos novos dados.

Veja as fotos recentes de galáxias obtidas usando o Telescópio Espacial James Webb:

O James Webb capturou imagens mostrando galáxias em formato de espiral.

As imagens mostram 19 galáxias espirais relativamente próximas da nossa Via Láctea. [Na imagem: Galáxia NGC 4254]

As imagens foram divulgadas nesta segunda-feira (29/01) por uma equipe de cientistas envolvida em um projeto chamado Física em Alta Resolução Angular em Galáxias Próximas (Phangs, na sigla em inglês) [NGC 1385]

As galáxias espirais são parecidas com cata-ventos gigantes e são um tipo comum de galáxia, assim como a Via Láctea. A galáxia NGC 1672 é um exemplo disso.

Metade das galáxias em forma de espiral possui uma barra reta que se estende a partir do centro galáctico, onde os braços espirais estão conectados. [NGC 1512]

As novas observações foram efetuadas pela Câmera Quase-Infravermelha (NIRCam) do Webb e pelo Instrumento de Infravermelhos Médios (Miri) [NGC 628]

As novas imagens mostram aproximadamente 100.000 bolsões de estrelas e milhões ou talvez bilhões de estrelas individuais. [NGC 2835]

As imagens permitem que os cientistas distinguem pela primeira vez a estrutura das nuvens de poeira e gás das quais estrelas e planetas se formam em alto nível de detalhe [NGC 1566]

“Os braços espirais agem para varrer o gás que se transformará em estrelas, e as barras agem para canalizar esse gás em direção ao buraco negro central da galáxia”, explicou o astrônomo da Universidade de Oxford, Thomas Williams [NGC 1300]

“A astrônoma Janice Lee, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial em Baltimore, afirmou que as imagens em questão são impressionantes não apenas em termos estéticos, mas também porque contam a história do ciclo de formação. Ela se referia especificamente à [NGC 1087].”

A mais próxima das 19 galáxias chama-se NGC5068, a cerca de 15 milhões de anos-luz da Terra, enquanto a é a NGC1365, a aproximadamente 60 milhões de anos-luz. Um ano-luz é equivalente a 9,5 trilhões de quilômetros. [NGC 628]


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