Ofac sanciona empresário Victor Henrique Shimada por ligação com o PCC

Victor Henrique de Oliveira Shimada foi denunciado e já havia sido preso por lavagem de dinheiro em casos envolvendo o Corinthians; agora, ele está novamente sob os holofotes após ser alvo das sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), ligado ao Departamento do Tesouro americano.
As novas medidas americanas apontam para supostos vínculos entre empresário— que também é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios Ltda. — com atividades criminosas ligadas à facção Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso revela um histórico complexo tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos sobre movimentação financeira ilícita e contratos esportivos milionários.
Sanções dos EUA: PCC, Flórida e São Paulo
O Department of the Treasury Americanos divulgou informações nesta quarta – feira, 1, indicando sanções contra o núcleo brasileiro do crime organizado que atuava na região da Flórida, mas tinha conexões em São Paulo. Segundo a Ofac, essas medidas miram diretamente Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.
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De acordo com os Estados Unidos, ele desempenhava um papel central como elo entre operadores brasileiros ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) baseados na Flórida e traficantes internacionais de drogas no exterior.
A investigação americana acusa tanto Shimada quanto sua organização por terem lavado mais de US 30 milhões em recursos ilícitos gerados diversas cidades americanas; o dinheiro teria sido remetido para o Brasil usando criptomoedas em benefício do PCC.
O Departamento também classificou a facção criminosa como “maior gangue criminal da América Latina”.
O histórico com Corinthians, Vaide
Bet e MP – SP
No âmbito nacional brasileiro, os problemas financeiros envolvendo contratos esportivos já haviam levado à prisão anterior de Shimada. Em um caso que envolveu patrocínio milionário ao clube paulista Corintianos (Corinthians), ele foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP – SP) por suposta participação no esquema de lavagem de dinheiro em 2025.
Na época do processo estadual, o foco era a movimentação financeira proveniente da casa de apostas vaidedbet; uma empresa ligada a Shimada teria recebido valores oriundos desse suspeito desvio financeiro.
O contrato e os envolvidos. Em detalhes sobre esse caso que remonta à assinatura do patrocínio com Vaide Bet — plataforma sem licença para operar legalmente no Brasil —, foi revelado um acordo assinado pelo Corinthians (àquela presidência Augusto Melo) em 2023. O valor total previsto chegava aos R 360 milhões, distribuídos ao longo de três anos.
Segundo o MP – SP na ocasião da denúncia estadual, participantes desse esquema desviariam valores por meio da Victory Trading Intermediação de Negócios Ltda., sendo Shimada apontado como operador financeiro responsável pela ocultação e dissimulação dos recursos.
Posicionamentos das partes
Em relação às acusações mais recentes ou passadas no Brasil, é importante notar que Augusto Melo — ex – presidente do Corinthians —, foi denunciado pelo mesmo Ministério Público em julho do ano passado. Além dele, outros dois antigos dirigentes foram acusados pelos crimes associativos criminoso, lavagem de dinheiro e furto.
Embora o MP – SP tenha acusado inicialmente apenas ele e outro empresário por lavar valores na época da denúncia estadual; até a publicação desta reportagem não havia sido localizada defesa para Shimada sobre os fatos brasileiros descritos.
Melo tem negado qualquer irregularidade envolvendo sua gestão anterior ou as acusações feitas contra seus antecessores no clube paulista Corintianos.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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