Viúva de Motorista Testemunha Assassinato de Empresário em Guarulhos

A viúva de Celso Araujo Sampaio de Novais, motorista de aplicativo, testemunhou na manhã desta segunda-feira (22) no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ela prestou depoimento como testemunha de acusação durante o julgamento do assassinato de Vinicius Gritzbach, empresário e delator.
Durante seu relato, a viúva detalhou as dificuldades financeiras que enfrenta desde o falecimento do marido, que, segundo ela, era o principal provedor da família. O motorista foi vítima de disparos no rim e no fígado, e faleceu no dia seguinte ao crime contra Gritzbach.
O incidente ocorreu no dia 8 de novembro de 2024, nas dependências do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Naquele momento, Celso passava pelo local quando homens encapuzados desceram de um veículo e começaram a atirar contra Gritzbach, que foi morto no local.
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O depoimento da viúva foi acompanhado por Aparecida Camilo, mãe do motorista, que se emocionou ao ouvir os detalhes da perda do filho.
Detalhes do Ataque e o Impacto do Crime
A viúva, cujo nome foi mantido em sigilo durante o depoimento judicial, relatou a profunda mudança na vida familiar após o ocorrido. Ela enfatizou que o marido era fundamental para o sustento, afirmando que, hoje, a família enfrenta grandes dificuldades para arcar com despesas básicas, como o aluguel e os óculos do filho.
A mãe do motorista, Aparecida Camilo, presente na plateia do júri, compartilhou o sentimento de dor da família, mencionando que o filho frequentemente pergunta: “Por que tiraram o meu pai de mim?”. A gravidade do ataque foi reforçada por um perito criminal que também foi ouvido na segunda-feira (22), atestando que, no dia do assassinato, foram disparados, no mínimo, 27 projéteis.
Além dos relatos pessoais, o julgamento envolve a acusação de três policiais militares: o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Todos os três estão detidos no Presídio Militar Romão Gomes e são acusados de envolvimento nos dois homicídios.
Contexto Legal e o Julgamento dos Policiais
O Ministério Público imputou a Denis Martins e Ruan Rodrigues o crime de utilizar fuzis no assassinato de Gritzbach. Já o tenente Fernando Genauro da Silva é acusado de ter levado os dois policiais até o local da execução e, posteriormente, auxiliado a fuga dos criminosos.
Vinicius Gritzbach era réu por homicídio e também era acusado de participar de esquemas de lavagem de dinheiro ligados à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Antes de ser assassinado, ele havia assinado uma delação premiada junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo.
Por meio desse acordo, Gritzbach forneceu informações sobre indivíduos ligados ao PCC e também denunciou a corrupção de agentes policiais.
O julgamento, que se desenrola em cinco dias, está seguindo um rito processual rigoroso. Os advogados de defesa dos réus alegaram à imprensa que seus clientes são inocentes e que todo o inquérito foi “manipulado”.
A acusação foi apresentada por um time de promotores, enquanto a defesa se prepara para contestar os fatos. O júri popular é responsável por julgar os réus, após a apresentação das provas e argumentos de ambas as partes.
O processo exige a participação de testemunhas e a análise minuciosa de cada detalhe do crime, buscando a verdade sobre o que ocorreu naquela data.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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