Oruam e Comando Vermelho: Operação Contenção Prende Rapper e Ligações Criminosas

Oruam e a Complexa Rede do Comando Vermelho: Operação Contenção em Curso
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em ação coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), intensificou nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2026, uma operação de grande complexidade, denominada “Contenção”, com o objetivo de desmantelar a estrutura do Comando Vermelho (CV) e prender indivíduos ligados à movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas no estado.
O rapper Oruam, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, sua mãe, Márcia Nepomuceno, e seu irmão, Lucas, foram colocados sob custódia, tornando-se foragidos da Justiça e alvo de 12 mandados de prisão preventiva.
O Caso de Oruam e a Busca por Evadir Medidas Cautelares
O caso de Oruam, que está sob investigação por descumprimento de medidas cautelares, remonta a setembro de 2025, quando ele foi solto após passar quase dois meses preso, acusado de tentar impedir uma operação policial em sua residência. Desde então, o artista utilizou tornozeleira eletrônica, mas acumulou 66 violações, conforme documentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ).
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Essas infrações culminaram na decretação de uma prisão preventiva em novembro de 2025, mas Oruam não foi localizado até o momento da operação em andamento.
A Rede de Intermediação de Márcia Nepomuceno
Paralelamente à busca por Oruam, a operação também visava Márcia Nepomuceno, esposa de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho. A investigação revelou que ela atuava como intermediária de interesses do grupo criminoso, facilitando a comunicação entre seus membros e articulando ações com outros agentes externos.
Apesar de ter sido considerada foragida em março de 2026, o status de foragida foi revogado por meio de um habeas corpus, em decisão da 7ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro. A defesa dos envolvidos não conseguiu ser localizada até o momento.
Marcinho VP: A Liderança do Comando Vermelho da Prisão
O foco principal da operação é Marcinho VP, que está preso há quase 30 anos, desde 1996, em Porto Alegre. Mesmo atrás das grades, ele continua a liderar o Comando Vermelho, conforme apontado por investigações policiais e pela Justiça. Marcinho VP, nascido na favela de Vigário Geral, zona norte do Rio, ascendeu na hierarquia do tráfico, controlando o Complexo do Alemão, um dos principais redutos do CV, e sendo acusado de diversos crimes, incluindo homicídios.
A prisão de Marcinho em 1996 gerou um pedido de desculpas do então governador do Rio, Marcello Alencar, ao governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto, devido à falta de comunicação entre as polícias.
Investigações em Andamento e o Sistema de Lavagem de Dinheiro
A investigação da DRE revelou um sistema estruturado de recebimento, distribuição e reinserção de valores ilícitos na economia formal, com operadores financeiros fracionando o dinheiro arrecadado com o tráfico e utilizando-o para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial.
A polícia identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, evidenciando a origem ilícita dos recursos. A operação continua em andamento, com a busca por outros envolvidos, empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos.
A Polícia Civil acredita que Marcinho VP ainda está dando ordens para os integrantes do CV que atuam nas ruas.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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