Pesquisadora brasileira brilha em ranking global: o que Maria Angela Hungria descobriu?

Pesquisadora Brasileira Brilha no Ranking Global de Influência
Dois pesquisadores brasileiros foram incluídos na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, divulgada nesta quarta-feira, dia 15. Entre os nomes destacados está Maria Angela Hungria, cientista reconhecida pelos seus avanços com microrganismos do solo, que auxiliam na diminuição do uso de fertilizantes químicos.
A revista americana também prestou homenagem ao ator Wagner Moura nesta edição. Em 2025, ele foi reconhecido por um trabalho que o levou a ser considerado o “Nobel da Agricultura”.
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Trajetória de Maria Angela Hungria
Aos 67 anos, Maria Angela Hungria dedicou 40 anos à pesquisa científica. Ela é natural de Itapetininga, no interior de São Paulo. Sua formação inclui engenharia agronômica pela USP/Esalq, um braço de agricultura de uma das maiores universidades do país.
Início da Carreira e Paixão pela Ciência
No ano passado, ao ser indicada ao World Food Prize, Hungria relatou que seu interesse pela pesquisa de processos biológicos para o avanço da agricultura surgiu ainda durante sua graduação. Ela mencionou que sua trajetória sempre esteve ligada à pesquisa, mas o começo foi desafiador.
“Foi uma coisa muito difícil. Seria muito mais fácil ir para outra área. Mas eu realmente tinha uma convicção muito grande de que era aquilo que eu queria e que eu ia achar um jeito de dar certo”, compartilhou em entrevista na época.
Desenvolvimento Profissional e Atuação na Embrapa
Após a graduação, Hungria realizou mestrado, doutorado e pós-doutorado. Ela é pesquisadora da Embrapa desde 1982, começando na Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro. Desde 1991, atua na Embrapa Soja, em Londrina, no Paraná.
Contribuições Científicas para a Agricultura Sustentável
O foco de Hungria tem sido aumentar a produção e a qualidade dos alimentos, substituindo parcialmente ou totalmente os fertilizantes químicos por microrganismos. Estes microrganismos possuem propriedades como a fixação biológica de nitrogênio (FBN).
O uso de inoculantes com rizóbios e Azospirillum brasilense, bactéria alfa-proteobactéria fixadora de nitrogênio, isolados por ela, gerou ganhos de produtividade notáveis, capazes de dobrar o rendimento de culturas como soja e feijão.
Pesquisa em Microbiologia e Inovação
Inicialmente, havia poucas pesquisas sobre microbiologia como solução para a agricultura. Hungria começou estudando rizóbios, bactérias que interagem com raízes de leguminosas, fornecendo nitrogênio em troca de energia.
A pesquisadora constatou que aplicar anualmente essa cepa à soja, via inoculante, pode elevar a produtividade em até 8% comparado ao uso de fertilizantes sintéticos. Além disso, ela foi pioneira no isolamento de cepas de Azospirillum brasilense que melhoram a absorção de nitrogênio e fitormônios.
Visão para o Futuro da Produção Alimentar
Atualmente, mais de 70 milhões de doses de inoculantes combinados são aplicados anualmente em cerca de 15 milhões de hectares no Brasil. Hungria sempre acreditou no potencial dos biológicos, mesmo quando o foco era em insumos químicos.
Para ela, o conceito de produção deve ser de “produzir mais com menos” — exigindo menos insumos, menos água e menor impacto ambiental, visando uma agricultura regenerativa. A equipe de pesquisa dela lançou, em 2021, uma tecnologia que reduz em 25% a fertilização nitrogenada de cobertura no milho com Azospirillum brasilense.
Atualmente, Hungria é professora na Universidade Estadual do Paraná e na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Ela já publicou mais de 500 artigos e foi reconhecida pela Forbes como uma das 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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