PF investiga R$ 13 milhões em Santo Antônio de Posse; veja quem foi atingido!

Operação Moral Hazard da PF investiga R$ 13 milhões em Santo Antônio de Posse. Saiba quem está envolvido e o que a Justiça Federal determinou!

23/04/2026 16:25

3 min

PF investiga R$ 13 milhões em Santo Antônio de Posse; veja quem foi atingido!
(Imagem de reprodução da internet).

Operação Moral Hazard da PF investiga gestão de recursos previdenciários em Santo Antônio de Posse

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, dia 23, a Operação Moral Hazard. O foco da investigação é apurar suspeitas de gestão temerária dos recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores municipais de Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo.

Segundo apurações preliminares, um montante de aproximadamente R$ 13 milhões teria sido investido em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. A reportagem solicitou manifestação ao Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (IPREM Posse), cuja sede foi palco de buscas na manhã desta quinta-feira.

Alvos e Medidas Tomadas pela Justiça Federal

O ex-diretor-presidente do IPREM Posse, Hortêncio Lala Neto, figura entre os investigados pela operação. As buscas também atingiram a ex-Supervisora de Gestão do instituto, Marlene Maria Vieira Bassani, e conselheiros como Hélio Augusto Moraes, Maria de Lourdes Villalva e Tatiana Felix dos Reis, membros do comitê de investimentos da autarquia.

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Agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em Santo Antônio de Posse e em Mogi Mirim. Além disso, foram determinadas medidas cautelares, incluindo o afastamento de função pública por 180 dias e a indisponibilidade de bens, por ordem da 9ª Vara Federal de Campinas.

Detalhes das Investimentos Questionados

A investigação aponta que a aplicação dos R$ 13 milhões ocorreu em Letras Financeiras de longo prazo, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Um ponto de preocupação é que esses investimentos não contaram com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Um dos emissores envolvidos foi o Banco Master, instituição que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. É relevante mencionar que o Banco Master e seus gestores já são alvo da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, como a criação de créditos fraudulentos.

Papéis dos Envolvidos na Gestão dos Recursos

A PF detalha que, na época dos investimentos, Hortêncio atuava na direção do instituto e na administração dos recursos do RPPS, participando ativamente das reuniões e propondo as aplicações. Marlene era responsável pela supervisão e acompanhamento das análises financeiras.

Por sua vez, Maria de Lourdes, Hélio Augusto e Tatiana tinham o papel de deliberar e formalizar os investimentos. A primeira aplicação registrada ocorreu em 16 de outubro de 2023, no valor de R$ 6 milhões, representando 6,48% dos recursos do instituto.

Cronologia das Aplicações

No total, foram adquiridas três Letras Financeiras, totalizando os R$ 13 milhões. As operações ocorreram em datas específicas: R$ 6 milhões em 16 de outubro de 2023; R$ 5 milhões em 22 de abril de 2024; e os R$ 2 milhões restantes em 3 de maio de 2024.

A Polícia Federal segue investigando os detalhes dessas transações financeiras para determinar a responsabilidade pela gestão dos fundos previdenciários municipais.

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