EUA Iniciam Bloqueio Naval no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos anunciaram que iniciarão um bloqueio naval ao Estreito de Ormuz nesta terça – feira, dia 14, por volta das 17h, horário de Brasília. A medida visa impedir a passagem de barcos e navios em direção aos portos iranianos.
Segundo comunicado do comando central militar americano – Centcom –, as forças dos EUA farão cumprir o fechamento contra qualquer embarcação transitando para ou vindo de áreas costeiras pertencentes ao Irã. Os militares americanos ressaltam ainda seu apoio contínuo às operações navais regionais destinadas a todas as outras nações que não violarem este bloqueio estabelecido.
Acompanhamento das rotas marítimas
O Comando Central divulgou instruções detalhadas aos navegantes, recomendando cautela redobrada e acompanhamento constante dos avisos emitidos pela Marinha Americana. É fundamental entrar em contato com as forças navais americanas pelo canal 16 (comunicação entre pontes) ao operar nas proximidades do Golfo de Omã ou no Estreito de Ormuz.
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Em um balanço recente sobre o cumprimento da regra, os militares americanos informaram que já redirecionaram mais de 140 embarcações desde 13 de abril até 18 de junho passado. Além disso, nove navios foram imobilizados por não cumprirem a ordem bloqueadora; contudo, foi permitido passar também para more de cinquenta barcos comerciais dedicados exclusivamente à ajuda humanitária na região.
Contexto diplomático e retórica militar
O anúncio do novo fechamento ocorre após semanas marcadas pela instabilidade no Estreito. Um acordo firmado entre os EUA e o Irã há pouco tempo – que havia reaberto brevemente as águas — parece ter falhado em gerar paz duradoura na área geopolítica.
Donald Trump fez questão de desqualificar esse memorando como um simples “teste”, descartando qualquer possibilidade real para a pacificação completa do Oriente Médio, conforme já tinha feito meses antes.
Por sua vez, ele notificou ainda ao Congresso Nacional sobre suas intenções: retomar hostilidades militares contra a região. A tensão escalonou com trocas renovadas de ataques por mísseis e drones envolvendo forças dos Estados Unidos e também o Irã durante todo fim de semana passado e até segunda – feira passada mesmo.
O que dizem as partes envolvidas. Teerã afirmou ter atingido instalações americanas em toda área da Região Golfo e manteve fechado Estreito de Ormuz — um fato que impulsionaria os preços do petróleo globalmente. Na rede social Truth Social, Trump reforçou sua posição ao declarar: “Estreito de Ormuz está ABERTO e continuará ABERTO, com ou sem o Irã.
Nós vamos reinstalar BLOQUEIO IRANIANO”.
Segundo ele, esse bloqueio leva seu nome porque só impede a entrada e saída dos navios pertencentes ao próprio Irã e aos seus parceiros comerciais.
Reações da Guarda Islâmica Revolucionária
“Vamos manter controle sobre este estreito”, afirmou ainda por telefone para um programa do Fox & Friends Trump, descrevendo os EUA como “guardiões” obrigatórios desse trecho marítimo. Ele acrescentou que seria justo ser reembolsado pelo serviço prestado: “Seremos remunerados pois as outras nações são muito ricas.
Elas estão conosco lado…”.
Inicialmente havia planos de cobrar uma taxa percentual dos navios em passagem; no entanto, ele recuou dessa cobrança após acordos regionais diferentes serem estabelecidos nesta terça – feira.
Em contrapartida a esses movimentos americanos e retóricos, o comunicado da Guarda Islâmica Revolucionária do Irã (IRGC) foi direto ao ponto. A organização alertou também nessa segunda – feira passada que somente com o fim das intervenções militares americanas seria possível retomar um fluxo normal pelo Estreito.
A IRGC advertiu ainda sobre os riscos: “interferência contínua poderia levar maiores incidentes nos setores globais de gás e petróleo”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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