Trump reimponha bloqueio naval no Irã e aumenta taxas para garantir segurança do Estreito de Ormuz

Trump aumenta pressão sobre Irão com taxa inédita para garantir segurança do Estreito de Ormuz e acirra tensão global.

13/07/2026 17:38

4 min

Plataforma de petróleo: produtores de petróleo fecharam 283 plataformas, ou 42%, no norte do Golfo do México
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Trump exige taxa de segurança após bloqueio naval

Em uma publicação em sua rede social, Trump confirmou que Estados Unidos reinstaurarão um controle sobre as embarcações iranianas transitando pela via marítima crucial. No entanto, garantiu também aos países vizinhos do Golfo Pérsico: “todos os outros países terão uso livre e justo”.

Os preços do petróleo dispararam nesta segunda – feira, dia 1de maio; o motivo foi um anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: a reimposição de bloqueio naval contra o Irã em meio à disputa sobre quem deve controlar e fiscalizar as águas estratégicas do Estreito de Ormuz. Nesta manhã, os contratos futuros da referência internacional Brent avançavam significativamente. Por volta das 13h 5no horário de Brasília, eles atingiam US 82,0por barril — enquanto o WTI seguia subindo na mesma proporção para cerca de US 77,10 —, refletindo diretamente a tensão geopolítica que aumentou entre Washington e Teerã

O presidente detalhou o plano americano ao afirmar que protegerá ativamente o tráfego no Estreito de Ormuz; contudo, essa proteção terá custo elevado para quem passar por ali. Segundo a declaração divulgada pelo ex presidente, será cobrado equivalente a 20% do valor total da carga transportada na passagem — uma taxa destinada exclusivamente custear as medidas adicionais de segurança exigidas pelos EUA sobre toda mercadoria transbordando pela rota marítima vital.

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Ciclo crescente de ataques entre Irã e Estados Unidos. A decisão americana não surgiu isoladamente. Ela é resultado direto das trocas intensas que ocorreram ao longo deste fim de semana em meio à disputa militar no Oriente Médio. As Forças Armadas dos EUA lançaram nova onda bombardeios contra o território iraniano neste domingo, após terem atingido 140 alvos somente sábado passado, conforme reportou o Comando Central americano (Centcom.

Essa ofensiva foi uma resposta direta a um ataque realizado na manhã anterior pela Guarda Revolucionária Islâmica; este grupo atacara especificamente um navio contêiner enquanto ele cruzava as águas do estreito. Narrativas conflitantes sobre controle da passagem.

O Irã reagiu ao incidente de forma imediata. A agência estatal Tasnim informou que Teerã lançou ataques contra instalações militares americanas localizadas em países como Jordânia, Kuwait, Bahrein e Omã no domingo cedo mesmo. A disputa por quem controla o fluxo marítimo persiste: embora os meios estatais iranianos tenham alegado publicamente ter fechado Ormuz até segunda ordem, o Centcom contestou veementemente essa informação na mesma linha argumentativa.

Ele manteve a posição clara de que as águas continuam abertas “a todas as embarcações que buscam trânsito legal”.

Impacto nos mercados financeiros globais. O aumento da tensão geopolítica não deixou passar despercebido pelos investidores. A escalada pesou sobre Wall Street e causou uma reação negativa em diversos ativos considerados de risco. Na bolsa americana, índices como SP 500 caíram 0,7%, o Dow Jones recuou mais de cento e vinte pontos (equivalente a -0,2%), enquanto o Nasdaq perdeu até 1,4% do valor total; essa queda foi puxada principalmente por ações ligadas ao setor de inteligência artificial.

As perdas foram lideradas pelo segmento dos semicondutores: Micron Technology cedeu quase cinco por cento (-4,9%) e Nvidia registrou baixa significativa para três vírgula dois%. O temor crescente com um petróleo cada vez mais caro também pressiona os juros globais.

O rendimento americano do Treasury em prazo de dez anos subiu para patamar de 4,62%, comparado aos 4,56% registrados na sexta feira anterior.

Busca alternativa à dependência geográfica

Os dados da consultoria Kpler mostram uma queda acentuada no fluxo comercial pela rota tradicional: houve redução de cinquenta e dois por cento nas travessias confirmadas quando feita a comparação semanalmente. Apesar dos ataques militares que marcam já o quarto bombardeio nos últimos sete dias — retaliação ao passar navios comerciais pelo corredor sul —, há um movimento em busca de alternativas. A operadora portuária DP World, sediada em Dubai, está negociando ativamente para construir um novo porto na cidade de Fujairah. Este projeto visa justamente desvincular futuras operações logísticas do estreitamento geográfico perigoso representado hoje pelas

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