PT e PSB enfrentam impasse nas negociações para vice-candidato Lula DF

PT e PSB buscam unidade para vice-candidato Lula DF diante de forte resistência entre as lideranças partidárias.

26/06/2026 21:08

3 min

Os pré-candidatos ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) – Joédson Alves/ Valter Campanato/Agência Brasil
Os pré-candidatos ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (...

As negociações para formar um palanque único em defesa da candidatura de Lula no Distrito Federal enfrentam grande impasse entre o PT e o PSB. Embora ambos os partidos defendam a unidade do campo progressista na disputa pelo Palácio do Buriti, nenhum aceita ceder uma cabeça de chapa definida.

A divergência é notável: há quatro anos as siglas já passaram por tratativas complexas até definir alianças locais; contudo, desta vez sinais emitidos pelos dois lados apontam ainda mais forte desarmonia política sobre como avançar com a união das forças partidárias.

Impasse nas negociações para vice – candidatura

Em um movimento que não foi bem recebido, o PT formou e apresentou à Federação Brasil da Esperança (que inclui PCdoB e PV) aos pessebistas. A proposta era oferecer uma vaga de vice na chapa encabeçada pelo pré – candidato Leandro Grass do próprio partido petista.

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No entanto, essa oferta encontrou resistência imediata.

O cenário se complicou quando Ricardo Cappelli, identificado como pré – candidato por parte do PSB, declarou publicamente em reportagem sua posição: ele afirmou categoricamente “não existe hipótese” de apoiar os filiados ao PT, mantendo seu convite para que seja o time petista quem indique um possível nome no cargo de vice da própria candidatura dele.

Perspectivas e a busca pela unidade política

Por outro lado, há uma avaliação dentro das lideranças petistas indicando ainda espaço significativo para conversas. Leandro Grass comunicou à Carta Capital acreditar na integração total do PSB com aquela frente formada pelo grupo federativo; essa federação mantém tratativas avançadas também com PDT, Rede e PSOLs.

Segundo ele, espera – se até mesmo que o próprio PSB “desistirá da candidatura isolada”. Apesar desse otimismo por parte dos setores mais ligados ao PT em relação aos desdobramentos políticos de Brasília, os bastidores permanecem tensos no momento atual.

O diálogo como caminho obrigatório

Enquanto a direção petista confia muito na viabilidade eleitoral apresentada pela chapa liderada por Grass, alguns integrantes do diretório pessebista mantêm foco forte na disputa individual. Essa resistência é reforçada pelo fato de Cappelli ter oficializado sua participação nas eleições locais durante um evento realizado há último fim de semana.

Apesar disso tudo, o PSOL e PV sinalizaram interesse claro sobre quem poderia ocupar essa vaga crucial para vice – presidente em caso da união das forças partidárias; os psolistas defendem especificamente a advogada Tetê Monteiro enquanto que as alas verdes indicaram Dora Gomes como possível nome no pleito.**

“Esse é o momento ideal justamente de diálogo profundo e construção política entre todos os partidos membros dessa federação,” pontuou Eduardo Brandão, dirigente do PV. “É fundamental contar com todas as correntes deste nosso campo político progressista.”

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