“The Power of Joy”: Novo estudo revela a “Joy Economy” e o poder da alegria nas decisões de negócios. Descubra a tendência que transforma marcas e o consumo.
Em um cenário marcado pela instabilidade e pela sobrecarga de informações, um sentimento que antes era considerado secundário está ganhando destaque nas decisões de negócios: a alegria. Não como uma euforia publicitária, mas como uma resposta cultural consistente à percepção de um cotidiano intenso, imprevisível e, por vezes, exaustivo.
O estudo “The Power of Joy”, produzido pelo Strat Gang, núcleo estratégico da Publicis Media France, explora essa tendência, propondo uma mudança de foco na alegria como um recurso cultural central e um motor de negócios.
A Publicis define essa nova abordagem como a “Joy Economy”, um paradigma onde a alegria atua como uma assinatura editorial, uma ferramenta de conexão social e um motor de reinvenção setorial. Essa mudança se manifesta em diversas áreas, desde o entretenimento e o varejo até a beleza e o turismo, indicando uma reorganização mais profunda na forma como o valor é percebido.
A ideia central é que, em um mundo saturado e fragmentado, a alegria pode ser a emoção capaz de conectar proteção e reinvenção, sem cair na superficialidade.
A Publicis identifica duas expressões complementares desse movimento. A primeira, a “alegria hedônica”, oferece micromomentos de prazer, atuando como uma pausa emocional em rotinas pesadas. Não resolve problemas, mas devolve respiro ao dia a dia.
A segunda, a “alegria eudaimônica”, está conectada a propósito, alinhamento e experiência coletiva. Busca não apenas satisfazer, mas transformar, oferecendo um senso de pertencimento e significado.
Embora o estudo tenha raízes na França, ele aponta para um vetor cultural mais amplo. Não se trata de copiar formatos, mas de compreender a mudança. A emoção não é apenas um ornamento; é uma infraestrutura de valor. Experiências positivas ampliam a retenção, a preferência e a memória de marca.
A alegria precisa ser crível, dependendo da coerência entre a promessa e a entrega. A conexão emocional não se constrói por campanha isolada, exigindo método e consistência ao longo do tempo. Em ambientes saturados de estímulos, consumidores buscam experiências que aliviem, conectem e façam sentido dentro de um cotidiano frequentemente percebido como pesado.
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