Real e Stablecoins: Debate Regulatório Aquece em São Paulo Innovation Week

Stablecoins e o Real: Discussões e Desafios Regulatórios em 2026
A ascensão das stablecoins, criptomoedas atreladas ao valor de um ativo, tem sido um ponto de destaque no cenário financeiro desde o ano passado. Inicialmente restritas ao universo das criptomoedas, essas moedas digitais estão agora ganhando espaço no mundo das finanças tradicionais, impulsionando debates sobre regulamentação e aplicações práticas. O interesse em stablecoins lastreadas em moedas nacionais, como o real, tem se intensificado, gerando discussões sobre a viabilidade de sua utilização em ambientes digitais.
Painel sobre Infraestrutura Digital e a Circulação do Real
Na última sexta-feira, 15, no palco BeinCrypto da São Paulo Innovation Week, um painel intitulado “Infraestrutura digital: do real ao on-chain” reuniu especialistas para analisar como a tecnologia poderia facilitar a circulação do real em ambientes digitais e definir as melhores estratégias de regulação. O evento contou com a participação de Antonio Neto, head Latam da Solana Foundation, Thiago Sarandy, gerente-geral da Binance no Brasil, Nagel Lisâneas Paulino, chefe de divisão do Banco Central, e a moderação da jornalista Mariana Maria Silva da EXAME.
A discussão abordou a crescente demanda por stablecoins lastreadas em dólar, exemplificada pela utilização do Tesouro dos Estados Unidos, que se beneficiou da alta demanda por stablecoins como USDC e USDT. Antonio Neto ressaltou que essa tendência demonstra a eficiência dessas moedas em operações financeiras, enquanto Thiago Sarandy destacou o interesse externo no real devido à sua taxa de juros superior à de diversas nações. A tokenização do real surge como uma solução para facilitar o acesso de investidores globais.
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Regulamentação e Riscos na Adoção de Stablecoins
Apesar dos avanços recentes, a regulamentação do mercado de cripto no Brasil ainda está em desenvolvimento, com debates sobre a classificação das stablecoins. Atualmente, não há incidência de IOF sobre operações com stablecoins, embora exista divergência no setor. Nagel Lisâneas Paulino defendeu uma abordagem cautelosa, considerando as stablecoins principalmente como instrumentos de pagamento, e não como investimentos. O executivo alertou para o risco de tributação inadequada, citando o exemplo da Índia, onde um imposto de 1% desestabilizou o mercado de criptomoedas.
Thiago Sarandy também mencionou a preocupação com ataques hackers no ambiente DeFi, onde foram registrados perdas de mais de US$ 600 milhões em um único mês. A necessidade de uma tributação bem definida e cuidadosa foi enfatizada, visando evitar a desestabilização do mercado e garantir a segurança dos investidores. A discussão ressaltou a importância de uma regulação que equilibre a inovação com a proteção dos consumidores e a estabilidade financeira.
A busca por soluções inovadoras na área financeira, como a carteira Reserva de Valor no app da Mynt, que oferece cashback de R$ 50 com o cupom FOM26, demonstra o interesse em aproveitar as vantagens das stablecoins e da tecnologia blockchain para otimizar investimentos e proteger o patrimônio.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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