Representantes brasileiras defendem mercado contra taxação americana

Representantes brasileiras alertam sobre impacto da taxação americana em cadeias produtoras norte-americanas.

06/07/2026 09:42

3 min

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Representantes de setores industriais e entidades setoriais brasileiras estão em Washington DC., nos Estados Unidos, desde esta segunda – feira, 7, para defender o mercado nacional contra uma proposta que pode elevar os custos americanos em até 25%.

O principal argumento levantado pelos participantes é que a taxação adicional prejudicaria empresas consumidoras americanas, diminuiria investimentos internos e afetaria empregos no próprio país.

A audiência reúne representantes do agronegócio, da indústria pesada e dos exportadores brasileiros. Eles apresentarão argumentos econômicos detalhados sobre como essa medida impactará negativamente as cadeias produtivas já existentes na América americana durante investigação conduzida pelo governo Donald Trump.

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Setores de máquinas e equipamentos defendem o comércio bilateral

Para os setores ligados à produção industrial, patrocínio é a principal preocupação. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) argumenta que mais de 80% das transações comerciais bilaterais do setor ocorrem entre empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico — seja matrizes ou filiais brasileiras em operação nos EUA.

“Em componentes para a produção feita no território americano seria difícil fazer uma substituição rápida”, alertou Patrícia Gomes, diretora de Comércio Exterior na Abimaq. Ela apontou ainda um risco estratégico: o desvio dessas compras pode dar oportunidade competitiva a outros países como China.

Investimento e defesa setorial por commodities

O investimento estrangeiro é outro ponto central nas defesas apresentadas pelos grupos brasileiros. A Bauducco destacará que realizou recentemente US 200 milhões em investimentos numa nova fábrica localizada na Flórida; essa unidade dobra sua capacidade produtiva nos Estados Unidos e deve gerar cerca de 600 empregos quando estiver operando com plena força, pedindo isenção tarifária pelo período de três a cinco anos para seus produtos no país comprador.

Outros setores trouxeram casos específicos: o Cecafé buscará manter tarifas zero sobre café verde ou ampliar as exceções até incluir também cafés solúveis. Marcos Matos, diretor – geral do Cebafé, reforçou ainda como argumento econômico que “o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo”.

Argumentação legal contra os critérios da USTR

Em um plano mais amplo, diversas entidades defenderão falhas técnicas nos relatórios apresentados pelo Escritório Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A Confederação Nacional da Indústria (CNI), representada por Roberto Azevedo, argumentará juridicamente sobre a inviabilidade econômica dessa tarifa adicional.

“A entidade também defendeu que o país avançou em vários temas investigados”, afirmou. Além disso, outros grupos como União da Indústria de Cana – de – Açúcar e Bioenergia (Unica) apontaram para desatualizações no relatório do governo americano; Welber Barral criticou especificamente as informações usadas quanto ao tema desmatamento.”

Outras matérias primas defendem sua importância

O setor mineral não ficou fora das discussões: Associação Brasileira de Rochas Ornamentais (Centrorochas) sustenta que uma eventual tarifa seria repassada diretamente aos consumidores americanos por conta dos materiais essenciais fornecidos pelo Brasil.

Já a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), sustentará o posicionamento de que críticas sobre tarifas preferenciais, etanol ou combate ao desmatamento carecem tanto de respaldo nas regras negociadas na OMC quanto em evidências econômicas.

Ainda no campo industrial, WEG levará à audiência Peter Barry, presidente local, para mostrar como sua participação é vital às cadeias ligadas nos setores energético, infraestrutura e indústria americana; segundo eles, essa taxa diminuiria drasticamente a competitividade econômica nacional sem atingir os objetivos investigados.”

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